Lugar de Pensar

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Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. Clarice Linspector
“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.” Teilhard de Chardin
A solidão não existe! Tenho um mundo inteiro dentro de mim.
Seja bem-vindo.

30.11.10

... e se meu eletricista falasse...



Eletricista de Picasso revela 271 obras inéditas do pintor
Um eletricista aposentado do sul da França que trabalhou para o pintor espanhol Pablo Picasso revelou 271 trabalhos até então desconhecidos do artista.
Pierre Le Guennec, de 71 anos, apresentou litografias, pinturas cubistas, cadernos e uma aquarela avaliadas em cerca de US$ 80 milhões (quase R$ 140 milhões).
Le Guennec diz que recebeu os trabalhos de presente do pintor durante o período em que instalou alarmes antirroubo nas numerosas casas de Picasso na França, em 1973.
Mas os administradores do patrimônio do pintor entraram com um processo por recebimento ilegal das obras de arte.
Trabalhos raros
De acordo com o jornal francês Liberation, as obras incluem uma aquarela do "Período Azul" do pintor.
Outros avalistas dizem que os nove trabalhos cubistas de posse de Lê Guennec valem, sozinhos, aproximadamente US$ 53 milhões.
O correspondente de arte do jornal francês Vincent Noce disse à BBC que algumas obras datam de quando Picasso chegou a Paris e era completamente desconhecido, em 1900.
"Elas são valiosas por seu significado histórico. Mais de 200 são desenhos e alguns são o que chamamos de colagem cubista. Em 1915 ele estava trabalhando com (Georges) Braque e fazendo todo tipo de experimento. Então estas colagens são muito raras, porque a maioria delas foi destruída quando ele mudava de um atelier para outro", afirmou.
Em setembro, o eletricista contactou os administradores do patrimônio em uma tentativa de ter as obras autenticadas por seu filho, Claude.
No entanto, Claude Picasso disse não ter acreditado na explicação de Le Guennec sobre como conseguiu as obras.
A família do pintor já teria reportado o caso ao Escritório Central pela Luta Contra o Tráfico de Bens Culturais, da Unesco, e dado início a um processo contra o eletricista aposentado.
A polícia já interrogou Le Guernnec em sua casa na Cote D´Azur e confiscou as pinturas.

Desenhos de Fredo



 Desenhos a lápis, 3D de Fredo - artista chileno

as caricaturas do italiano Marco Calcinaro

brad pitt

as caricaturas do italiano Marco Calcinaro

"O incrível mundo do Parkour"




 

autor das imagens:Jonathan Lucas

29.11.10

Os documentos secretos (?)


EUA condenam vazamento de documentos pelo Wikileaks e acusam organização de ser ‘irresponsável’.


Congressista republicano pediu que o site seja considerado uma organização terrorista. Relatórios sigilosos mostram tratamento dado por Washington a líderes mundiais como Putin, Sarkozy e Ahmadinejad

Por Marina Terra, do Opera Mundi

Um dia após o vazamento pelo Wikileaks de milhares de documentos trocados entre representações diplomáticas norte-americanas, o governo dos Estados Unidos criticou duramente as revelações, as classificando como “irresponsáveis” e perigosas para as vidas de militares e diplomatas ao redor do mundo.

Um congressista republicano pediu que o Wikileaks seja classificado como organização terrorista, de acordo com a BBC Brasil. Peter King, membro do Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Representantes, afirmou que o vazamento “revela a intenção de [Julian] Assange de prejudicar não apenas nossos interesses nacionais na luta contra o terrorismo, mas também mina a própria segurança das forças de coalizão em Iraque e Afeganistão”.

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse que as autoridades norte-americanas têm medo de assumir responsabilidades. Pouco antes de revelar os documentos por meio dos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Reino Unido), El País (Espanha), Der Spiegel (Alemanha) e Le Monde (França), o site esteve sob ataque, conforme informou o perfil do Wikileaks no Twitter. “Neste momento estamos sob um ataque em massa que bloqueou a distribuição de nosso sinal”, informou o WikiLeaks.

Revelações
A divulgação dos documentos, chamados de “cabos”, revelou o tratamento dado por Washington a diversos líderes mundiais. O líder da Líbia, Muamar Kadafi, é descrito como um “verdadeiro hipocondríaco que filma todos os exames médicos que realiza”, além de andar sempre acompanhado de uma “vistosa” enfermeira loira ucraniana.

Já o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, é apontado como uma homem “machista e autoritário”. No final de 2008, a embaixada dos EUA em Moscou passou informações sobre a relação entre o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e Putin, dizendo que “Medvedev é Robin e Putin, Batman”. Além disso, diplomatas ressaltam o gosto do premiê pelo poder, pelo qual tenta manter sua supremacia.

A diplomacia norte-americana não demonstra grande apreço pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, alguém que, segundo os documentos, é seguido “com atenção com receio de qualquer movimento para desautorizar a política exterior dos EUA”.

Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano, é retratado nos relatórios como displicente, vaidoso e ineficiente como líder europeu moderno. As “festas selvagens” do líder italiano são apontadas como algo que desperta uma profunda desconfiança em Washington.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é comparado ao líder nazista Adolf Hitler e a chanceler alemã, Angela Merkel, como uma pessoa que “evita os riscos e raramente é realista”.

ONU
Também alvo de espionagem, a ONU (Organização das Nações Unidas) preferiu não condenar a atitude da representação norte-americana no órgão. “A ONU não se encontra em posição de comentar sobre a autenticidade do documento que solicita informações sobre seus funcionários e suas atividades”, disse uma fonte da organização, segundo a agência France Press.

Um documento secreto enviado a diplomatas em nome da secretária de Estado Hillary Clinton em julho de 2009 ordena a obtenção dos detalhes técnicos dos sistemas de comunicação dos principais funcionários da ONU, informa o jornal britânico The Guardian. 

O New York Times informa que uma nota assinada por Hillary ordena aos funcionários do governo norte-americano na ONU que obtenham “informações biográficas e biométricas dos principais diplomatas da Coreia do Norte”. 

O Guardian acrescenta que a ordem também determinava a obtenção de dados do secretário-geral Ban Ki-moon, em especial sobre seu “estilo de gerenciamento e tomada de decisões, assim como sua influência sobre o secretariado”.
Washington também solicita os números dos cartões de crédito, endereços de e-mail, números de telefones, fax e até mesmo os números da contas de passagens aéreas de funcionários da ONU.

Fonte: Site Opera Mundi

O portal espanhol El Pais criou uma página com a íntegra de parte dos documentos revelados: http://www.elpais.com/documentossecretos/ambito/internacional/#


COP 16 - O Que É e o Que Não É

Conferência da ONU sobre clima – o que é e o que não é

O colunista Milton Nogueira acompanha a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontece em Cancún, no México. Criamos uma coluna sobre a COP 16 para que nossos leitores fiquem antenados sobre o tema

Como ler notícias sobre Cancun

Por Milton Nogueira

Você, leitor, lerá nessa semana muita coisa da conferência da ONU sobre mudanças climáticas, cujas notícias falarão de ameaças, especulação, palpite, adivinhação e bobagens. Como entender a conferência, sem ser especialista? Nas últimas sete conferências de que participei foi assim que a ONU montou o circo.

A conferencia não é:
Festa de diplomatas
Militância de ecologistas;
Lobby de empresas poluidoras;
Colóquio de cientistas; ou
Curtição de galeras alternativas, artísticas ou hippies.

O que é:
É o principal plenário de governos para enfrentar as mudanças climáticas.
Tem militância de entidades que mostram como reduzir gases do efeito estufa.
Mostra entidades empresariais que praticam e querem soluções ambientais.
Provoca cientistas a falar sobre atmosfera, oceanos, biomas e nossas vidas.
Faz troca de experiências reais entre movimentos sociais, comunitários, espiritualidade, ambientais, mobilidade, alimentação, mulheres, educação.

É uma feira de idéias, junto com um plenário de governos.

Como funciona – A conferência tem nove dias na fase substantiva para negociar minutas de decisões que são levadas à fase política, num plenário de dois dias, quando presidentes, primeiros-ministros e ministros aprovam decisões para a ONU.

O que fazem os 18.000 participantes de 193 países:
-assembléia plenária de governos;
-400 eventos paralelos;
-feira de 300 stands com casos reais;
-um parlamento mundial simulado.

É como uma feijoada cujo panelão seria a assembléia plenária onde governos negociam e decidem sobre acordos e regras. As reuniões paralelas servem para testar idéias trazidas por variadíssimos grupos de interesse, antes de serem levadas ao plenário. É como as frigideiras, que fritam as carnes antes de jogar no panelão. Alem disso há uma feira gigante onde Ongs, entidades de classe, grupos religiosos, sindicatos e movimentos sociais mostram casos reais de mitigação ou adaptação. O modelo de parlamento consegue reunir mais de 500 senadores, deputados e representantes do povo.

O que esperar de Cancun? Preste atenção nas decisões sobre temas especiais, tais como florestas, fundo mundial climático, acesso a tecnologias climáticas e a segunda fase do Protocolo de Quioto.
Alguns websites: unfccc.int. ipcc.ch. mct.gov.br. itamaraty.gov.br. mma.gov.br.
Fonte: Carta Capital

Nossa América


 
América Latina deve se preparar para crise mundial prolongada

Seminário internacional sobre o projeto do Banco do Sul, convocado pela presidência da República do Paraguai terminou com prognósticos compartilhados com relação ao fato de estarmos transitando em meio a "uma crise mundial prolongada" e advertência sobre o fato de que a "América Latina tem uma grande oportunidade", mas ficará em uma situação de "tremenda vulnerabilidade" se não tomar as precauções necessárias a tempo. Encontro também defendeu necessidade da participação dos movimentos sociais na defesa e na implementação do Banco do Sul .

(Raúl Dellatorre - Página/12 Publicado originalmente em português no IHU-Unisinos)

Com prognósticos compartilhados com relação ao fato de estarmos transitando em meio a "uma crise mundial prolongada" e advertência sobre o fato de que a "América Latina tem uma grande oportunidade", mas ficará em uma situação de "tremenda vulnerabilidade" se não tomar as precauções necessárias a tempo, terminou quinta-feira o seminário sobre o projeto Banco do Sul, convocado pela presidência da República do Paraguai.

Pedro Páez, ex-ministro coordenador de Políticas Econômicas do Equador, e Felisa Miceli, ex-ministra de Economia de Néstor Kirchner, foram os encarregados, respectivamente, do primeiro e último discurso da jornada. "Passaram-se seis anos desde que foram assinados os primeiros acordos para o Banco do Sul e, apesar de que ele já ter a sua ata fundacional, a sua capital e sua sede definidas e a colocação em funcionamento do Conselho de Administração, ele ainda não consegue ser uma realidade. Sem a pressão e o acompanhamento da sociedade, é impossível que os governos realizem esses projetos", destacou Miceli, responsável ainda do Centro de Estudos e Monitoramento de Políticas Públicas da Universidade das Mães da Praça de Maio.

A necessidade da participação dos movimentos sociais na defesa e na implementação de projetos como o Banco do Sul foi um dos eixos das intervenções da tarde no encontro de Assunção. Sua instalação como novo ator político na crise do neoliberalismo, como resposta a necessidades não satisfeitas pelo mercado, foi mencionada em várias intervenções.

Desempregados, comunidades aborígenes, agricultores, operários de empresas recuperadas, grupos microempreendedores e outras formas de organização social com experiências diversas e o papel que lhes cabe em uma nova construção política foram algumas das questões de debate entre os acadêmicos, profissionais e funcionários que participaram desse fórum.

Páez, um dos articuladores e projetista da proposta do Banco do Sul, traçou um quadro cru da crise mundial e de seu provável prolongamento e desenlace. "Não é uma crise financeira que se torna uma crise econômica. Também não é uma crise por corrupção de alguns banqueiros, nem produtos do ciclo endógeno de autodepuração do sistema: é uma crise do regime de acumulação, dos eixos fundamentais da economia atual, dos critérios de rentabilidade e de eficiência. Não é apenas uma crise das políticas neoliberais", assinalou o economista equatoriano, colaborador próximo do presidente do seu país, Rafael Correa.

Em seu diagnóstico, Páez deixou claro que as condições estão dadas para que haja impactos sobre a economia mundial mais graves do que os acontecidos em 2008. "Está desatada uma disputa pela hegemonia, na qual o eixo anglo-saxônico (Estados Unidos e Grã-Bretanha, defensores do dólar como moeda forte) está ferido de morte e, como não pode se recuperar, fará todo o possível para que os demais fiquem piores do que ele", assinalou. Ele defendeu que "o ataque especulativo lançado contra a Europa (e à sua moeda, o euro) entre maio e junho" foi uma demonstração dessa disputa. Ataque do qual resultaram, como resposta para defender o euro, as políticas de ajuste na Grécia, na Espanha, na França e agora na Irlanda.

O economista equatoriano também prognosticou novas bolhas financeiras produzidas pelas apostas especulativas que continuam sendo o fato dominante do sistema financeiro. "Das hipotecas subprime (sobre dívidas de propriedade de alto risco de inadimplência) passou, nos Estados Unidos, às prime e às dívidas soberanas (de países). A superacumulação de capital pela alta concentração continua buscando opções de rentabilidade das bolhas especulativas", assinalou Páez.

Felisa Miceli concordou no diagnóstico. "Quem está por trás das compras de hipotecas?", perguntou-se, para responder imediatamente: "As megacorporações emparentadas aos fundos de investimento. A crise tornou-se em uma maior concentração de recursos, que essa elite empresarial vai continuar derivando ao mercado financeiro. O aparecimento de bolhas financeiras vai ser recorrente. Um cenário muito escuro nos espera".

Ambos coincidiram na imperiosa necessidade de uma nova arquitetura financeira para a região, que permita blindar as economias latino-americanas e promova a integração. "O primeiro instrumento é o Banco do Sul, que não há razões para que não esteja funcionando", apontou Miceli.

Páez afirmou que uma nova arquitetura financeira, com um banco de desenvolvimento regional como primeiro passo, não é suficiente para libertar a região das consequências da crise, mas é uma condição "necessária" frente ao atual marco internacional. Lembrou também a proposta de um sistema de compensação de pagamentos recíprocos que liberte a região da dependência do dólar, mediante uma moeda comum "que não reproduza os defeitos do euro".

Mediante essa moeda, disse, deveria se fixar o valor dos produtos que socialmente se considere benéfico amparar. "Os preços internacionais de hoje não são os corretos, estão distorcidos pela especulação e os subsídios. Qual é o sinal que pode receber um produtor latino-americano para orientar sua produção a partir dessas cotizações? Ele pode tomar decisões de produção eficientes? Em favor do interesse de quem? Assuntos tão delicados como a produção de alimentos ficam subordinados aos vai-véns especulativos. É uma situação tremendamente frágil e implica em uma alta vulnerabilidade para nossas economias se permanecermos atados a ela", expôs o economista equatoriano.

A proposta do Banco do Sul fixa como objetivos a soberania alimentar, energética e de saúde, como áreas prioritárias para financiar e sobre as quais construir um novo modelo de desenvolvimento. Mas Felisa Miceli acrescentou que a América Latina deve assumir "um duplo desafio de integração, entre países desiguais, mas também atendendo as assimetrias internas". Ela assinalou o conflito de países como a Argentina, que, pelo Mercosul, deve atender as assimetrias com o Paraguai e o Uruguai, mas, quando o propõe, recebe a reclamação das províncias do Norte com situações sociais semelhantes às dos países vizinhos. "Se não conseguirmos gerar espaços complementares, é difícil que a soberania seja vista em termos concretos", advertiu

(*) Tradução IHU, de Moisés Sbardelott

Fonte: Agencia Carta Maior

Eleições Haiti

Haiti realiza primeira eleição depois do terremoto

Da BBC Brasil

Brasília - O Haiti iniciou neste domingo (28) a votação para eleger um novo presidente e novos congressistas na primeira eleição depois do terremoto que deixou mais de 200 mil mortos, 2 milhões de desabrigados e 90% dos prédios públicos destruídos.

A lista oficial do governo é de 4,7 milhões de eleitores registrados, que poderão votar em um dos 18 candidatos presidenciais, deputados e senadores. Mas, de acordo com correspondentes, o início da votação foi lento.

A votação começou às 6h da manhã (horário local, 9h horário de Brasília) e deve ser encerrada às 16h (horário local, 19h horário de Brasília). Os resultados deverão ser divulgados a partir do dia 5 de dezembro, com os resultados finais anunciados apenas no dia 20 de dezembro.

Cerca de 11 mil soldados das forças de paz da ONU estão garantindo a segurança e apoio logístico para o processo eleitoral.

Disputam a Presidência 18 candidatos, sendo que o apoio do presidente René Préval foi para o tecnocrata Jude Célestin, chefe da empresa estatal encarregada da reconstrução do país.

Célestin concorre com a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, a principal líder oposicionista, e acredita-se que os dois candidatos levem a disputa ao segundo turno, em 16 de janeiro. Outro concorrente de peso é Michel Martelly, popular cantor haitiano.

Os eleitores vão escolher também 99 deputados e os ocupantes de 11 das 30 vagas do Senado.

Exercícios Navais

Coreia do Sul e EUA iniciam exercícios navais de quatro dias

É a resposta ao ataque realizado na terça feira pela Coreia do Norte à ilha de Yeonpyeong, no Mar Amarelo. A China pede reunião de emergência em Pequim com as seis partes envolvidas no processo de desmantelamento nuclear na península coreana.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos começaram hoje um exercício naval de quatro dias, em resposta ao ataque realizado na terça-feira pela Coreia do Norte à ilha de Yeonpyeong, no Mar Amarelo, elevando a tensão na região.

A chegada esta manhã de porta-aviões nuclear "George Washington", com 6 mil militares e 75 aviões a bordo, marcou o início de exercícios conjuntos, envolvendo uma dezena de navios de guerra, incluindo vários destroyers, fragatas e aviões antissubmarino.

Os exercícios, que incluem o avião espião E-8C Stars, começaram a 40 quilómetros da costa de Taean (Coreia do Sul), a pouco mais de 100 quilómetros ao sul da ilha de Yeonpyeong, atacada nesta terça-feira pela artilharia norte-coreana.

O ataque à ilha sul-coreana provocou quatro mortos, dois soldados e dois civis. Os Estados Unidos disseram que as manobras já estavam previstas com antecedência, no entanto, só foram anunciados na quarta-feira.

A sua execução aumentou a tensão na área, embora os militares dos Estados Unidos digam que os exercícios têm "natureza defensiva" e destinam-se a servir apenas como uma medida de dissuasão contra o regime de Kim Jong-il.

Pyongyang ameaça responder "sem piedade"

A Coreia do Norte responderá "com um contra-ataque militar sem piedade" a qualquer intrusão no seu espaço marítimo, prometeu hoje Pyongyang, num comunicado divulgado pela agência oficial KCNA.

A DPRK (Coreia do Norte) levará a cabo um contra-ataque militar sem piedade à menor tentativa de entrada no seu espaço marítimo, no futuro", indicou o comunicado, publicado no jornal do partido comunista no poder, Rodong Sinmun, e retransmitido pela KCNA.

Este novo alerta aconteceu cinco dias após os bombardeamentos de Pyongyang contra a pequena ilha sul-coreana de Yeonpyeong, que fizeram quatro mortos entre os sul-coreanos.

"As provocações" do Sul entram "no âmbito do seu programa brutal de defesa da sua linha de limite do Norte", acrescentou o jornal.

Pyongyang rejeitou o traçado "da linha de limite do Norte", que marca a fronteira marítima entre o Norte e o Sul e que foi decidido pelas Nações Unidas após a guerra da Coreia (1950-1953).

A Coreia do Norte considera que esta linha de divisão marítima deveria situar-se mais a Sul. Esta zona contestada foi palco de vários confrontos violentos, em 1999, 2002 e novembro 2009.
China pede reunião de emergência.

A China pediu hoje uma reunião urgente em Pequim com as seis partes envolvidas no processo de desmantelamento nuclear na península coreana, para evitar uma escalada militar entre as duas Coreias.  

Em conferência de imprensa, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wu Daiwei, convocou esta reunião, a ser realizada em dezembro com a participação de delegados das duas Coreias, os Estados Unidos, China, Rússia e Japão.

"Não se trata de relançar diretamente as negociações. É uma proposta da China aos chefes das delegações das negociações de seis partes envolvidas para criar as condições de retomar o diálogo", esclareceu Daiwei. 

Fonte: Jornal Expresso

Conflitos Mundias contemporâneos

Israel e a faixa de Gaza

China e Tibete

Rússia e Geórgia

Ainda falaremos deles, mais tarde.

Oscar Peterson & Count Basie - Slow Blues

Sobre o Amor, por Gibran Khalil Gibran

Sobre o Amor

Quando o amor vier ter convosco,

Seguros embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.

E quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o, embora a espada oculta sob
as asas vos possa ferir.

E quando ele falar convosco, acreditai,

Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento do norte
devasta o jardim.

Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará. Assim como é para o
vosso crescimento também é para a vossa decadência.

Mesmo que ele suba até vós e acaricie os mais ternos ramos que tremem ao
sol,

Também até às raízes ele descerá e abaná-las-à

Enquanto elas se agarram à terra.

Como molhos de trigo ele vos junta a si.

Vos amanha para vos pôr a nu.

Vos peneira para vos libertar das impurezas.

Vos mói até à alvura.

Vos amassa até vos tomardes moldáveis;

E depois entrega-vos ao seu fogo sagrado, para que vos tomeis pão sagrado
para a sagrada festa de Deus.

Toda estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso
coração, e, com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da
Vida.

Mas se, receosos, procurardes só a paz do amor e o prazer do amor,

Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor,

Para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso, e
chorareis mas não com todas as vossas lágrimas.

O amor só se dá a si e não tira nada senão de si.

O amor não possui nem é possuído;

Pois o amor basta-se a si próprio.

Gibran Khalil Gibran in O Profeta, 1923

Rappelle-toi Barbara : Serge Reggiani . poème de Jacques Prévert

28.11.10

neblina

a/d

Mais do que nunca a poesia

Mais do que nunca a poesia, hoje, mais que nunca, com seu exorcismo de chacais, com uma chama purificadora e sua memória obstinada.

Açoitada por uma história vertiginosa, onde nos perdemos no redemoinho astronômico da informação, a poesia mais do que nunca: seus olhos seletores fixando o que não temos o direito de esquecer, salvando pássaros, instantes mágicos como o brilho de luzes cintilantes, como auroras soberbas, luas, a beleza, a dignidade da vida.

Mais do que nunca, ali onde abutres de fora e de dentro assanham-se contra os olhos abertos de um povo, arrancam e destroçam as flores do sorriso e o sonho: caricaturas de si mesmos, milionários e coronéis cheirando à morte; contra eles, mais que nunca, a poesia.

Na memória dos homens que lutam, ela é sempre uma fonte de armas, a chama do fogão e a espessura dos montes, o trago d’água, a que estende a mão à batalha e ao repouso.

Mais que nunca a poesia, porque nela faz ninho o futuro.

Julio Cortázar

Tempos Pós - Modernos Rumo a 2012 (portuguese version)

VOZES DO HAITI

"...Ouvem-se vozes saindo de um pequeno abrigo. Um homem e cerca de dez crianças, mais algumas moças, cantam à perfeição: “Dó, um dia, um lindo dia; ré, reluz o ouro em pó...mi, é assim que eu chamo a mim; fá, é fácil decorar... A melodia da felicidade! " (Le Monde, em favela de Porto PríncIpe, a capital do Haiti, país dizimado pelo terremoto de 12 de janeiro que elege neste domingo um Presidente da República para recomeçar do zero; 27-11)
 
Revista Carta Maior

27.11.10

Borges, eterno

Buenos Aires

Y la ciudad, ahora, es como un plano
De mis humillaciones y fracasos;
Desde esa puerta he visto los ocasos
Y ante ese mármol he aguardado en vano.
Aquí el incierto ayer y el hoy distinto
Me han deparado los comunes casos
De toda suerte humana; aquí mis pasos
Urden su incalculable laberinto.
Aquí la tarde cenicienta espera
El fruto que le debe la mañana;
Aquí mi sombra en la no menos vana
Sombra final se perderá, ligera.
No nos une el amor sino el espanto;
Será por eso que la quiero tanto.

Jorge Luís Borges

A Ultradireita

Ultradireita republicana declara guerra a governos de esquerda
 Niko Schvarz | Montevidéu

No dia 15 de novembro, representantes da ultradireita republicana e de partidos e organizações direitistas de países da América Latina se reuniram no Congresso dos EUA, em Washington, para organizar ações contra os governos de esquerda da região. O título do encontro era "Perigo nos Andes: ameaças à democracia, aos direitos humanos e à segurança interamericana". Os principais alvos dos direitistas republicanos são Cuba, Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador.

O encontro, realizado nos salões da Câmara de Representantes, foi caracterizado como uma declaração de guerra contra esses governos da nova América Latina. Os congressistas anfitriões republicanos fizeram o convite sob o alento das eleições de 2 de novembro, que lhes deu o controle da Câmara de Representantes, desbancando os democratas. E ficou claro que aspiram conduzir o governo a um enfrentamento aos governos mencionados, particularmente os da Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua (foi apresentada uma moção pedindo sua expulsão da OEA) e, é claro, Cuba. O título do encontro era "Perigo nos Andes: ameaças à democracia, aos direitos humanos e à segurança interamericana".

Quem deu a tônica foi a congressista Ileana Ros-Lehtinen, da máfia anticubana de Miami, que passará a presidir a Comissão de Relações Internacionais da Câmara de Representantes.

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Ela disse que "agora, mais que nunca, é o momento de os Estados Unidos apoiarem seus amigos" e cooperar "com seus sócios na região para enfrentar o declínio das liberdades democráticas e os direitos humanos" por parte dos governos de Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador.

É preciso lembrar que a congressista apoia furiosamente o bloqueio contra Cuba e conclamou algumas vezes pela eliminação de Fidel Castro, interveio a favor de um indulto e da libertação do terrorista Orlando Bosch (responsável junto a Posada Carriles, entre outros atos, da explosão do avião da Cubana de Aviación em 1976) e apoiou o golpe de estado em Honduras.

Junto a ela estava Connie Mack, republicano pela Florida e próximo chefe do subcomitê de Relações Exteriores para o Hemisfério Ocidental (ou seja, que se ocupará especialmente da América Latina), que esboçou seu programa de ação nestes termos: "Espero que agora, que teremos uma nova maioria, enfrentemos de maneira frontal a Chávez, que é uma ameaça para a democracia na América Latina e o mundo". (O presidente venezuelano acaba de denunciar um plano para assassiná-lo, para o qual há cerca de US$ 1 milhão disponíveis para executar o conluio).

Entre os think-tanks organizadores deste sabá de feiticeiras ou reunião de bruxos no Capitólio se encontra a Fundação Heritage, da qual são membros proeminentes Otto Reich e Roger Noriega, que também puseram lenha no fogo. São dois velhos urubus, papagaios da política intervencionista dos EUA na América Latina. Otto Reich foi enviado especial para a América Latina do ex-presidente George W. Bush e Noriega foi vice-secretário de Estado para a região do mesmo presidente, o que acentua a convicção de que o objetivo do conclave é ressucitar a política do antecessor de Barack Obama e relação à nossa América.

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Otto Reich apoiou o fracassado golpe de Estado de abril de 2002 na Venezuela e contribuiu para a legitimação do golpe em Honduras, em junho de 2009. Quanto ao cubano-estadunidense Roger Noriega, integrante de uma confraria com Otto Reich e o conhecido John Negroponte, foi embaixador dos Estados Unidos na OEA, esteve diretamente envolvido com o escândalo da operação Irã-Contras na Nicarágua e também na guerra civil em El Salvador no princípio dos anos 1980, junto aos esquadrões da morte e no assassinato de vários religiosos.

O cartel de participantes foi completado com personagens como: Luis Núñez, presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Bolivia, que promove a secessão desse departamento boliviano e integrou a conspiração paramilitar que projetou o assassinato de Evo Morales e terminou há dois anos com a morte do conspirador húngaro-croata Eduardo Rózsa Flores; o ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, responsável da Guerra do Gás, de outubro de 2003 e as sequelas de sua sangrenta repressão e que está fugido nos Estados Unidos, país que se nega a extraditá-lo para a Bolivia; o ex-candidato presidencial e ex-governador boliviano Manfred Reyes Villa, fugitivo da justiça; Guillermo Zuloaga, proprietário do canal venezuelano Globovisión, acusado de corrupção, também fugitivo da justiça e radicado em Miami.

Não podia faltar, é claro, a 'benemérita' Sociedade Interamericana de Prensa (SIP), em cujo nome falou o presidente em fim de mandato Alejandro Aguirre. Esta lista está longe de ser exaustiva.

O embaixador venezuelano nos Estados Unidos, Bernardo Álvarez, disse com razão que esta reunião evidencia que em Washington há quem queira "apagar a luz das novas democracias latino-americanas", que a extrema direita da América Latina conta com o apoio de setores ppolíticos do país do norte do continente para "frear os ares integrantes que sopram na Pátria Grande" e que a "ideia é voltar ao cenário de desestabilização, mas este cenário está condenado ao fracasso".

Documento de Sante Fé

A Heritage Foundation, uma das organizadoras do conclave, é a mesma que, junto com o Grupo de Santa Fé (capital do Novo México) elaborou em maio de 1980 o Documento de Santa Fe 1, dirigido a Ronald Reagan e que continha as linhas mestras de um plano para o domínio unilateral da América Latina. Às vésperas da posse de George W. Bush, surgiu em janeiro de 2001 o 4º Documento de Santa Fe, que revive a Doutrina Monroe, com seu componente abertamente intervencionista e coloca em primeiro plano o poderio militar dos EUA. É com estes antecedentes que a Heritage Foundation participou na reunião do Capitólio.


*Artigo publicado no jornal uruguaio La Republica e reproduzido pela Carta Maior.

Ameaça Real ? Guerra.

Coreia do Norte alerta sobre o risco de guerra
Governo norte-coreano condena exercícios militares programados pela Coreia do Sul e Estados Unidos

Telesur

A Coreia do Norte advertiu nesta sexta-feira (26) que a península coreana encontra-se em risco de guerra graças às manobras aeronavais conjuntas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, anunciadas para este domingo (28).
No comunicado, o governo norte-coreano considerou que “os exercícios militares dos imperialistas estadunidenses e de sua marionete bélica sul-coreana são dirigidos contra a Coreia do Norte”.
“A situação na península coreana está à beira de uma guerra, devido ao projeto imprudente desses fanáticos do gatilho”, acrescenta o documento, divulgado pela estatal Agência Central de Notícias da Corea do Norte (KCNA, por sua sigla em inglês).
Na terça-feira (23) houve uma troca de disparos de artilharia entre ambas as Coreias na sensível zona fronteiriça do Mar Amarelo. O acontecimento serviu de desculpa para que o governo sul-coreano programasse novas manobras conjuntas com os Estados Unidos, sob o argumento de que foi a Coreia do Norte o país atacante.
No entanto, o governo norte-coreano emitiu um comunicado no qual assegurou que os disparos de artilharia contra a ilha de Yeonpyeong foram uma resposta imediata com medidas militares ao fogo disparado primeiramente pela Coreia do Sul.
“O inimigo sul-coreano, apesar de nossas reiteradas advertências, realizou provocações militares com disparos de artilharia contra nosso território marítimo ao lado da ilha de Yeonpyeong”, informaram as autoridades de Pyongyang na terça-feira.
Os Estados Unidos têm acompanhado a Coreia do Sul em vários exercícios militares nas disputadas águas do Mar Amarelo, sensível fronteira que compartilham as duas nações da península poreana.
A Coreia do Norte considera que tais manobras na fronteira com a Coreia do Sul representam uma ameaça contra si, pelo que tem advertido, da mesma maneira, uma possível resposta militar ante qualquer agressão.
Não é o primeiro incidente militar que envolve as duas Coreias. Em março deste ano houve o afundamento da corveta sul-coreana Cheonan, ação pela qual o governo da Coreia do Sul responsabiliza a sua vizinha do norte.
A Coreia do Norte, contudo, tem manifestado em diversos cenários internacionais que não tem responsabilidade alguma no naufrágio do navio de guerra sul-coreano, ao mesmo tempo em que tem qualificado as denúncias contra si como elementos de uma manobra que busca gerar uma imagem má do país ante a opinião pública mundial.

*Matéria originalmente no site do jornal Brasil de Fato

Um dia na Praça II



Protesto na Trafalgar Square, Londres

O mistério da caneta BIC



Acredito que sempre que pensamos em “caneta”, temos uma imagem projetada em nossa mente, a qual diz respeito às famosas canetas BIC.Esta marca de canetas, que investe pouquíssimo em propaganda, fixou uma imagem muito forte diante a tantas outras marcas e modelos. Você já se perguntou como isso aconteceu? Certamente responderá que, por esta ser uma caneta barata,simples e de fácil acesso, tornou-se “convencional” o seu uso no dia-a-dia, desde a escola até a empresa onde trabalha. Pois bem, a resposta não é assim tão simples! Documentos secretos encontrados no final do ano de 2001 indicam um envolvimento direto da NASA com a BIC. Também foram encontrados documentos oficiais da NASA, onde estavam registrados estudos sobre uma possível invasão de sondas extraterrestres no Planeta Terra. Acredite ou não,estamos sendo vigiados a anos sem percepção alguma. De fato conclui-se que as canetas BIC são sem sombra de dúvida sondas extraterrestres que nos inspecionam diariamente, desde nossa infância até hoje, em casa, na escola, na universidade, nos hospitais, no trabalho, em tudo. Certamente você está exposto a uma caneta BIC neste exato momento;
Olhe ao seu lado, dificilmente num raio de 15 metros não haverá uma sonda. Agora pense comigo:
Ao nascer você é registrado com uma caneta, ao entrar para a escola/universidade também, tudo o que você escreve, desde estudos até cartas de amor é escrito com uma caneta, ou seja, estes seres que nos observam sabem de absolutamente TUDO sobre TODOS. O verdadeiro significado da marca BIC é: Big Inspekto Center (ou Centro de Grandes Inspeções). No logotipo da BIC notamos um alien tentando esconder atrás dele seu maior segredo: uma caneta que pode contar toda a história de todos os tempos (simbolizado pelo traço preto atrás do alien).
Vejamos agora algumas dicas que nos levam a propor esta idéia:
- As canetas BIC são facilmente encontradas para serem vendidas, porém depois que você já a possui, ela sempre aparece em diferentes locais e você nunca se questiona se realmente havia deixado onde encontrou.
- Mesmo que você compre apenas uma caneta BIC, certamente encontrará várias no local onde a deixar.
- Elas se multiplicam rapidamente, sem ser perceptível a nós dotados de uma visão banal para a visão alienígena.
- Após poucos meses, a caneta que você havia comprado, simplesmente desaparece. Isso é facilmente decifrável se pensarmos da seguinte maneira: tudo necessita de energia para sobreviver (o homem, o carro, as plantas, sua TV), e ao acabar esta energia, ela precisa ser reposta.
Assim, as sondas BIC tem um período de vida curto, visto que quando se encontram gastas, elas simplesmente se desintegram para uma possível recarga. A mensagem que quero deixar é que você tenha muito cuidado ao se deparar com estas canetas-sondas, principalmente com as Sondas mais avançadas, vulgarmente chamadas de BIC 4 Cores, BIC 2 CORES ou mesmo a tão temida e perigosa BIC VERDE! Esta última jamais deve ser colocada (presa) em cima da orelha, pois além de enviar dados e formações sobre você para os alienígenas consegue influenciar de maneira drástica sua forma de pensar, tornando-o um escravo a serviço alienígena.

(desconheço a autoria deste texto)

Pedras,Pedras,Pedras

a/d

Journey - Open Arms

Um dia na Praça


Praça San Giovanni, em Roma. Trabalho, Pão, Dignidade...Protestos.

OUROBOROS


Ouroboros

A serpente Ouroboros em um antigo manuscrito alquímico grego Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. É um símbolo para a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo rabo um ao outro.. É possível que o símbolo matemático de infinito tenha tido sua origem a partir desta imagem.
Segundo o Dictionnaire des symboles [1] o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.
Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma [p. 496], explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".
A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.
Noutra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.
Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência.
A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.
O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.
Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro, “... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”. [2]
Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.
Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns [3] o análogo vegetal da fénix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.
Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.
Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.
Fonte:Wikipedia

Terror

"Habitación en Roma".

O trailer de "Habitación en Roma", o novo filme do espanhol Julio Medem, realizador de "Lucía y el Sexo". O filme adapta "In the Bed", filme do realizador chileno Matias Bize sobre um homem e uma mulher que trocam segredos sobre as suas vidas durante uma "one night stand". Na versão de Medem, o casal é composto por duas mulheres, interpretadas por Natasha Yarovenko e Elena Anaya ("Van Helsing").


Habitación en Roma

O trailer de "Habitación en Roma", o novo filme do espanhol Julio Medem, realizador de "Lucía y el Sexo". O filme adapta "In the Bed", filme do realizador chileno Matias Bize sobre um homem e uma mulher que trocam segredos sobre as suas vidas durante uma "one night stand". Na versão de Medem, o casal é composto por duas mulheres, interpretadas por Natasha Yarovenko e Elena Anaya ("Van Helsing").

assista aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=mzoIIYUB5v8

Behaviorismo

Behaviorismo

Behaviorismo (Behaviorism em inglês, de behaviour (RU) ou behavior (EUA): comportamento, conduta), também designado de comportamentalismo, ou às vezes comportamentismoPB, é o conjunto das teorias psicológicas (dentre elas a Análise do Comportamento, a Psicologia Objetiva) que postulam o comportamento como o mais adequado objeto de estudo da Psicologia. Comportamento geralmente é definido por meio das unidades analíticas respostas e estímulos. Historicamente, a observação e descrição do comportamento fez oposição ao uso do método de introspecção.Tipos de Behaviorismo
Ivan P. Pavlov

Como precedentes do Comportamentismo podem ser considerados os fisiólogos russos Vladimir Mikhailovich Bechterev[1] e Ivan Petrovich Pavlov[2]. Bechterev, grande estudioso de neurologia e psicofisiologia, foi o primeiro a propor uma Psicologia cuja pesquisa se baseasse no comportamento, em sua Psicologia Objetiva[1]. Pavlov, por sua vez, foi o primeiro a propor o modelo de condicionamento do comportamento conhecido como condicionamento reflexo, e tornou-se conceituado com suas experiências de condicionamento com cães. Sua obra inspirou a publicação, em 1913, do artigo Psychology as the Behaviorist views it, de John B. Watson. Este artigo apresenta uma contraposição à tendência até então mentalista (isto é, internalista, focada nos processos psicologicos internos, como memória ou emoção) da Psicologia do início do século XX, além de ser o primeiro texto a usar o termo Behaviorismo. Também é o primeiro artigo da vertente denominada Behaviorismo Clássico.
[editar] Behaviorismo Clássico

O Behaviorismo Clássico (também conhecido como Behaviorismo Watsoniano, menos comumente Psicologia S-R e Psicologia da Contração Muscular[3]) apresenta a Psicologia como um ramo puramente objetivo e experimental das ciências naturais. A finalidade da Psicologia seria, então, prever e controlar o comportamento de todo e qualquer indivíduo.

A proposta de Watson era abandonar, ao menos provisoriamente, o estudo dos processos mentais, como pensamento ou sentimentos, mudando o foco da Psicologia, até então mentalista, para o comportamento observável[3]. Para Watson, a pesquisa dos processos mentais era pouco produtiva, de modo que seria conveniente concentrar-se no que é observável, o comportamento. No caso, comportamento seria qualquer mudança observada, em um organismo, que fossem consequência de algum estímulo ambiental anterior, especialmente alterações nos sistemas glandular e motor. Por esta ênfase no movimento muscular, alguns autores referem-se ao Behaviorismo Clássico como Psicologia da Contração Muscular[3].

O Behaviorismo Clássico partia do princípio de que o comportamento era modelado pelo paradigma pavloviano de estímulo e resposta conhecido como condicionamento clássico. Em outras palavras, para o Behaviorista Clássico, um comportamento é sempre uma resposta a um estímulo específico. Esta proposta viria a ser superada por comportamentalistas posteriores, porém. Ocorre de se referirem ao Comportamentismo Clássico como Psicologia S-R (sendo S-R a sigla de Stimulus-Response (estímulo-resposta), em inglês).

É importante notar, porém, que Watson em momento algum nega a existência de processos mentais. Para Watson, o problema no uso destes conceitos não é tanto o conceito em si, mas a inviabilidade de, à época, poder analisar os processos mentais de maneira objetiva. De fato, Watson não propôs que os processos mentais não existam, mas sim que seu estudo fosse abandonado, mesmo que provisoriamente, em favor do estudo do comportamento observável. Uma vez que, para Watson, os processos mentais devem ser ignorados por uma questão de método (e não porque não existissem), o Comportamentismo Clássico também ficou conhecido pela alcunha de Behaviorismo Metodológico.

Watson era um defensor da importância do meio na construção e desenvolvimento do indivíduo. Ele acreditava que todo comportamento era consequência da influência do meio, a ponto de afirmar que, dado algumas crianças recém-nascidas arbitrárias e um ambiente totalmente controlado, seria possível determinar qual a profissão e o caráter de cada uma delas. Embora não tenha executado algum experimento do tipo, por razões óbvias, Watson executou o clássico e controvertido experimento do Pequeno Albert, demonstrando o condicionamento dos sentimentos humanos através do condicionamento responsivo.

Neobehaviorismo Mediacional

O Behaviorismo Clássico postulava que todo comportamento poderia ser modelado por conexões S-R; entretanto, vários comportamentos não puderam ser modelados desta maneira. Em resposta a isso, vários psicólogos propuseram modelos behavioristas diferentes em complemento ao Behaviorismo Watsoniano. Destes podemos destacar Edward C. Tolman, primeiro psicólogo do comportamentalismo tradicionalmente chamado Neobehaviorismo Mediacional.

Edward C. Tolman

Tolman publicou, em 1932, o livro Purposive behavior in animal and men. Nessa obra, Tolman propõe um novo modelo behaviorista se baseando em alguns princípios dissoantes perante a teoria watsoriana. Esse modelo apresentava um esquema S-O-R (estímulo-organismo-resposta) onde, entre o estímulo e a resposta, o organismo passa por eventos mediacionais, que Tolman chama de variáveis intervenientes (em oposição às variáveis independentes, i. e. os estímulos, e às variáveis dependentes, i. e. as respostas). As variáveis intervenientes seriam, então, um componente do processo comportamental que conectaria os estímulos e as respostas, sendo os eventos mediacionais processos internos.

Baseado nesses princípios, Tolman apresenta uma teoria do processo de aprendizagem sustentada pelo conceito de mapas cognitivos, i. e., relações estímulo-estímulo, ou S-S, formadas nos cérebros dos organismos. Essas relações S-S gerariam espectativas no organismo, fazendo com que ele adote comportamentos diferentes e mais ou menos previsíveis para diversos conjuntos de estímulos. Esses mapas seriam construídos através do relacionamento do organismo com o meio, quando observa a relação entre vários estímulos. Os processos internos que permitem a criação de um mapa mental entre um estímulo e outro são usualmente chamados gestalt-sinais.

Como se vê, Tolman aceitava os processos mentais, assim como Watson, mas, ao contrário desse, efetivamente os utilizava no estudo do comportamento. O próprio Tolman viria a declarar que sua proposta behaviorista seria uma reescrita da Psicologia mentalista em termos comportamentalistas. Tolman também acreditava no caráter intencional do comportamento: para ele, todo comportamento visa alcançar algum objetivo do organismo, e o organismo persiste no comportamento até o objetivo ser alcançado. Por essas duas características de sua teoria (aceitação dos processos mentais e proposição da intencionalidade do comportamento como objeto de estudo), Tolman é considerado um precursor da Psicologia Cognitiva.

Clark L. Hull

Em 1943, a publicação, por Clark L. Hull, do livro Principles of Behavior marca o surgimento de um novo pensamento comportamentalista, ainda baseada o paradigma S-O-R, que viria a se opor ao behaviorismo de Tolman.

Hull, assim como Tolman, defendia a idéia de uma análise do comportamento baseada na idéia de variáveis mediacionais; entretanto, para Hull, essas variáveis mediacionais eram caracterizadamente intra-organísmicas, i. e., neurofisiológicas. Esse é o principal ponto de discordância entre os dois autores: enquanto Tolman efetivamente trabalhava com conceitos mentalistas como memória, cognição etc., Hull rejeitava os conceitos cognitivistas em nome de variáveis mediacionais neurofisiológicas.

Em seus debates, Tolman e Hull evidenciavam dois dos principais aspectos das escolas da análise do comportamento. De um lado, Tolman adotava a abordagem dualista watsoniana, onde o indivíduo é dividido entre corpo e mente (embora assumindo-se que o estudo da mente não possa ser feito diretamente); de outro, Hull, embora mediacionista, adota uma posição monista, onde o organismo é puramente neurofisiológico.

Behaviorismo Filosófico

O Behaviorismo Filosófico (também chamado Behaviorismo Analítico e Behaviorismo Lógico[4]) consiste na teoria analítica que trata do sentido e da semântica das estruturas de pensamento e dos conceitos. Defende que a idéia de estado mental, ou disposição mental, é, na verdade, a idéia de disposição comportamental ou tendências comportamentais. Afirmações sobre o que se denomina estados mentais seriam, então, apenas descrições de comportamentos, ou padrões de comportamentos. Nesta concepção, são analisados os estados mentais intencionais e representativos. Esta linha de pensamento fundamenta-se basicamente nos postulados de Ryle e Wittgenstein[4].

Behaviorismo Metodológico

O termo foi primeiramente utilizado por Watson, em 1945, para se referir a proposta de ciência do comportamento dos positivistas lógicos, ou neopositivistas, que tiveram grande influência nas idéias dos behavioristas norte-americanos da primeira metade do século XX. Provavelmente, e mais especificamente, as críticas se referiram às considerações de Stanley Smith Stevens, em seu artigo "Psychology and the science of science" de 1939.

O behaviorismo metodológico de S. S. Stevens entende o comportamento apenas como respostas públicas dos organismos. A questão da observabilidade é central. Somente eventos diretamente observáveis e replicáveis seriam admitidos para tratamento por uma ciência, inclusive uma ciência do comportamento. Essa admissão decorre apenas por uma questão de acessibilidade, ou seja, não seria possível uma ciência de eventos privados simplesmente por eles serem desta ordem, privados. Essa visão, chamada de "behaviorismo meramente metodológico" por Watson, se distancia da visão Behaviorista Radical que inclui os eventos privados no escopo das ciências do comportamento e a interpretação como método legítimo.

Behaviorismo Radical

Como resposta às correntes internalistas do Comportamentalismo e inspirado pelo Behaviorismo Filosófico, Burrhus F. Skinner publicou, em 1945, o livro Science and Human Behavior. A publicação desse livro marca o início da corrente comportamentalista conhecida como Behaviorismo Radical.

O Behaviorismo Radical foi desenvolvido não como um campo de pesquisa experimental, mas sim uma proposta de filosofia sobre o comportamento humano. As pesquisas experimentais constituem a Análise Experimental do Comportamento, enquanto as aplicações práticas fazem parte da Análise Aplicada do Comportamento. O Behaviorismo Radical seria uma filosofia da ciência do comportamento. Skinner foi fortemente anti-mentalista, ou seja, considerava não pragmáticas as noções "internalistas" (entidades "mentais" como origem do comportamento, sejam elas entendidas como cognição, id-ego-superego, inconsciente coletivo, etc.) que permeiam as diversas teorias psicológicas existentes. Skinner jamais negou em sua teoria a existência dos processos mentais (eles são entendidos como comportamento), mas afirma ser improdutivo buscar nessas variáveis a origem das ações humanas, ou seja, os eventos mentais não causam o comportamento das pessoas, os eventos mentais são comportamentos e são de natureza física. A análise de um comportamento (seja ele cognitivo, emocional ou motor) deve envolver, além das respostas em questão, o contexto em que ele ocorre e os eventos que seguem as respostas. Tal posição evidentemente opunha-se à visão watsoniana do Behaviorismo, pela qual a principal razão para não se estudar fenômenos não fisiológicos seria apenas a limitação do método, não a efetiva inexistência de tais fenômenos de natureza diferente da física. O Behaviorismo skinneriano também se opunha aos neobehaviorismos mediacionais, negando a relevância científica de variáveis mediacionais: para Skinner, o homem é uma entidade única, uniforme, em oposição ao homem "composto" de corpo e mente, ou seja, a visão de homem é a visão monista.

Skinner desenvolveu os princípios do condicionamento operante e a sistematização do modelo de seleção por consequências para explicar o comportamento. O condicionamento operante segue o modelo Sd-R-Sr, onde um primeiro estímulo Sd, dito estímulo discriminativo, aumenta a probabilidade de ocorrência de uma resposta R. A diferença em relação aos paradigmas S-R e S-O-R é que, no modelo Sd-R-Sr, o condicionamento ocorre se, após a resposta R, segue-se um estímulo reforçador Sr, que pode ser um reforço (positivo ou negativo) que "estimule" o comportamento (aumente sua probabilidade de ocorrência), ou uma punição (positiva ou negativa) que iniba o comportamento em situações semelhantes posteriores.

O condicionamento operante difere do condicionamento respondente de Pavlov e Watson porque, no comportamento operante, o comportamento é condicionado não por associação reflexa entre estímulo e resposta, mas sim pela probabilidade de um estímulo se seguir à resposta condicionada. Quando um comportamento é seguido da apresentação de um reforço positivo ou negativo, aquela resposta tem maior probabilidade de se repetir com a mesma função; do mesmo modo, quando o comportamento é seguido por uma punição (positiva ou negativa), a resposta tem menor probabilidade de ocorrer posteriormente. O Behaviorismo Radical se propõe a explicar o comportamento animal através do modelo de seleção por consequências. Desse modo, o Behaviorismo Radical propõe um modelo de condicionamento não-linear e probabilístico, em oposição ao modelo linear e reflexo das teorias precedentes do Comportamentalismo. Para Skinner, a maior parte dos comportamentos humanos são condicionados dessa maneira operante.

Para Skinner, os comportamentos são selecionados através da tríplice contingência. Os componentes da mesma são: 1 - Nível Filogenético: que corresponde aos aspectos biológicos da espécie e da hereditariedade do indivíduo; 2 - Nível Ontogenético: que corresponde a toda a história de vida do indivíduo; 3 - Nível Cultural: os aspectos culturais que influenciam a conduta humana.

Através da interação desses três níveis (onde nenhum deles possui um status superior a outro) os comportamentos são selecionados. Para Skinner, o ser humano é um ser ativo, que opera no ambiente, provocando modificações no mesmo, modificações essas que retroagem sobre o sujeito, modificando seus padrões comportamentais.

Apesar de ter sido e ainda ser bastante criticado, muitos dos preconceitos em relação às ideias de Skinner são, na verdade, fruto do desconhecimento de quem critica. Muitas das críticas feitas ao behaviorismo radical são, na verdade, críticas ao behaviorismo de Watson. Mesmo autores que ficaram amplamente conhecidos por suas críticas ao behaviorismo, como Chomsky "A Review on Skinner's Verbal Behavior", pouco conheciam acerca da abordagem e, com isso, cometeram diversos erros. A crítica de Chomsky já foi respondida por Kenneth MacCorquodale "On Chomsky's Review of Skinner's Verbal Behavior".

O behaviorismo skinneriano, hoje em dia, é o mais popular, se não o único, behaviorismo ainda vivo. A ABAI (Association for Behavior Analysis International) possui cerca de 13.500 membros mundo inteiro (lembrando que isso nem de longe corresponde ao número real) e cresce cerca de 6.5% ao ano, o que desmente a alegação comum que o behaviorismo está morto.

Argumentos behavioristas

Os comportamentalistas apresentam várias razões pelas quais seria razoável adotar uma postura behaviorista. Uma das razões mais comuns é epistêmica[5]: afirmações sobre estados internos dos organismos feitas por observadores são baseadas no comportamento do organismo. Por exemplo, a afirmação de que um rato sabe o caminho para o alimento em uma caixa de Skinner é baseada na observação do fato de que o animal chegou até o alimento, o que é um comportamento. Para um behaviorista, os chamados fenômenos mentais poderiam muito bem ser apenas padrões de comportamento.

Comportamentalistas também fazem notar o caráter anti-inatista típico do Behaviorismo. Muito embora o inatismo não seja inerente ao mentalismo, é bastante comum que tais teorias assumam que existam procedimentos mentais inatos. Behavioristas, por crerem que todo comportamento é conseqüência de condicionamento, geralmente rejeitam a idéia de habilidades inatas aos organismos. Todo comportamento seria aprendido através de condicionamento[5].

Outro argumento muito popular a favor do Behaviorismo é a idéia de que estados internos não provêm do apresentado (isto é, comportamento). Para um comportamentalista (especialmente um comportamentalista radical), estados mentais são, em si, comportamentos, de modo que utilizá-los como estímulos resultaria em uma referência circular. Para o behaviorista, estados internos só seriam válidos como comportamentos a serem explicados; uma teoria que seguisse tal princípio, porém, seria comportamentalista.

Para Skinner, em especial, utilizar estados internos como elementos essencialmente diferentes dos comportamentos abriria possibilidades para uso de conceitos anticientíficos na argumentação psicológica, como substâncias imateriais ou homúnculos que controlassem o comportamento[5]. Entretanto, é importante notar que, para Skinner, não havia nada de inadequado em se discutir estados mentais no Behaviorismo: o erro seria discuti-los como se não fossem comportamentos.

Vale notar, entretanto, que o argumento do estado interno como comportamento é polêmico, mesmo entre vários comportamentalistas[5]. O Neo-behaviorismo Mediacional, por exemplo, trata os estados internos como elementos mediadores inerentemente diferente dos comportamentos[3].

Críticas

O Behaviorismo, embora ainda muito influente, não é mais um modelo dominante na Psicologia[6]. Seus críticos apontam inúmeras prováveis razões para tal fato.

Uma das razões comumente apontadas é o desenvolvimento das neurociências. Essas disciplinas jogaram nova luz sobre o funcionamento interno do cérebro, abrindo margens para paradigmas mais modernos na Psicologia. Por seu compromisso com a idéia de que todo comportamento pode ser explicado sem apelar para conceitos cognitivos, o Behaviorismo leva a uma postura por vezes desinteressada em relação às novas descobertas das neurociências[6], com exceção do behaviorismo radical, Skinner enfatizou sempre a importância da neurociência como sendo um campo complementar essencial para o entendimento humano. Os behavioristas afirmam, porém, que as descobertas neurológicas apenas definem os fenômenos físicos e químicos que servem de base ao comportamento, pois o organismo não poderia exercer comportamentos independentes do ambiente por causas neurológicas. Outro aspecto que também é enfatizado por behavioristas radicais é de que embora as neurociências possam lançar luz a alguns processos comportamentais, ela não é prática. Por exemplo, se o objeto for promover uma mudança comportamental em um indivíduo, a modificação das contingências ambientais seria muito mais eficaz que uma modificação direta no sistema nervoso da pessoa. Tal noção é falaciosa, pois nega inúmeras evidências a cerca da eficácia de tratamentos neurobiológicos se utilizando de inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI)em conjunto com tratamentos psicológicos.

Outra crítica ao Behaviorismo afirma que o comportamento não depende tanto mais dos estímulos quanto da história de aprendizagem ou da representação do ambiente do indivíduo[6]. Por exemplo, independentemente de quanto se estimule uma criança para que informe quem quebrou um objeto, a criança pode simplesmente não responder, por estar interessada em ocultar a identidade de quem o fizera. Do mesmo modo, estímulos para que um indivíduo coma algum prato exótico podem ser de pouca valia se o indivíduo não vir o prato exótico como um estímulo em si. Esta crítica só tem validade se for aplicada ao behaviorismo clássico de Watson, o behaviorismo radical de Skinner leva em conta, como ilustrado pelo nível ontogenético, a história de vida do indivíduo na predição e controle do comportamento.

Vários críticos apontam para o fato de que um comportamento não precisa ser, necessariamente, conseqüência de um estímulo postulado. Uma pessoa pode se comportar como se sentisse cócegas, dor ou qualquer outra sensação mesmo se não estiver sentindo nada. Algumas propriedades mentais, como a dor, possuem uma espécie de "qualidade intrínseca" que não pode ser descrita em termos comportamentalistas. O problema desta crítica é de que ela trata como se todos os behaviorismos fossem mecanicistas [estímulo-resposta] o que não é verdade, o outro problema é que esta crítica ignora outros fatores contextuais que reforçam os comportamentos de, no caso, sentir cócegas. Por exemplo, uma criança pode se comportar como se sentisse dor porque assim a professora poderia mandá-la para casa.

Noam Chomsky foi um grande crítico do Behaviorismo, e apresentou uma suposta limitação do Comportamentalismo para modelar a linguagem, especialmente a aprendizagem. O Behaviorismo não pode, segundo Chomsky, explicar bem fenômenos linguísticos como a rápida apreensão da linguagem por crianças pequenas[6]. Chomsky afirmava que, para um indivíduo responder a uma questão com uma frase, ele teria de escolher dentre um número virtualmente infinito de frases qual usar, e essa habilidade não era alcançada perante o constante reforçamento do uso de cada uma das frases. O poder de comunicação do ser humano, segundo Chomsky, seria resultado de ferramentas cognitivas gramaticais inatas[6]. Tal argumento surgiu de uma crítica de Chomsky a um livro de Skinner sobre o comportamento verbal.

Behavioristas famosos

Diversos cientistas e pensadores alinharam-se com ou influenciaram significativamente o Behaviorismo. Desses, podemos destacar:

    * Ivan Pavlov
    * Edward C. Tolman
    * Clark L. Hull
    * Burrhus Frederic Skinner
    * Conwy Lloyd Morgan
    * J.R. Kantor
    * John Broadus Watson
    * Joseph Wolpe
    * Albert Bandura

Dentre muitos outros. A influência behaviorista também pode ser encontrada em filósofos conceituados, como:

    * Ludwig Wittgenstein
    * Gilbert Ryle

Referências

   1. ↑ a b Nicola Abbagnano. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1990. Verbete Psicologia, subseção d, p. 810.
   2. ↑ Nicola Abbagnano. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1990. Verbete Behaviorismo, p. 105.
   3. ↑ a b c d N. Costa. Terapia Analítico-comportamental: Dos Fundamentos Filosóficos à Relação com o Modelo Cognitivista. Santo André: ESETec, 2002. pp. 1-8
   4. ↑ a b Behaviorism (Stanford Enclyclopedia of Philosophy). Seção Three Types of Behaviorism. Acessado 8 de agosto de 2007
   5. ↑ a b c d Behaviorsm (Stanford Encyclopedia of Philosophy). Seção Why be a Behaviorst. Acessado 13 de agosto de 2007.
   6. ↑ a b c d e Behaviorism (Stanford Enclyclopedia of Philosophy). Seção Why be anti-behaviorist. Acessado 13 de setembro de 2007

Fonte: Wikipédia

26.11.10

Um Rio em Chamas III - Mapa da Violência



Polícia ocupa Vila Cruzeiro no 5º dia de ataques; entenda a operação no Rio

Cerca de 200 homens da Polícia Civil entraram na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte do Rio), por volta das 15h10 desta quinta-feira, após deixarem a favela do Jacarezinho. Parte dos policiais estava em quatro veículos blindados da Polícia Militar, conhecidos como Caveirão.
Os policiais também contaram com veículos blindados da Marinha, mais potentes que o M113, --usados pela primeira vez pela Polícia Militar do Rio. Os veículos ajudaram a atravessar bloqueios feitos por traficantes nos principais acessos à favela --e permitem a entrada dos policiais.

Após operação, o subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, Rodrigo de Oliveira, disse que a favela está voltando ao controle do Estado. As operações em morros e favelas têm o objetivo de coibir a série de ataque e incêndios em veículos registrada desde domingo (21).

"Hoje, com certeza, a Vila Cruzeiro pertence ao Estado", disse ele, ressalvando, no entanto, que a operação ainda não está concluída.

Mais cedo, imagens da GloboNews mostraram traficantes da Vila Cruzeiro fugindo pela parte alta da favela em direção a uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse na noite de hoje que a ação desta quinta-feira "nenhuma policia que lida com segurança urbana no mundo é capaz de fazer"

"Foi tomado o território que eles chamavam de porto seguro, para onde os bandidos correm covardemente protegidos por armas de guerra após cometer seus crimes", a disse

Diante das imagens de centenas de bandidos fugindo da favela da Vila Cruzeiro, Beltrame disse que agora o problema é nacional. "Os problemas não são só do Rio de Janeiro, mas de um país que tem uma série de episódios internacionais pela frente", afirmou.

Desde início dos ataques e incêndios, as operações policiais já deixam 36 pessoas mortas no Rio. No total, desde domingo, mais de 70 veículos já foram queimados, sendo 29 só hoje.

No último balanço da polícia, divulgado na tarde hoje, havia registro de dois ataques: ao DPO (Destacamento de Policiamento Ostensivo), em Mesquita (Baixada Fluminense) e o outro ao PPC (Posto de Policiamento Comunitário), no Jardim América (zona norte).

Ainda segundo o último balanço, a PM deteve hoje 11 pessoas --entre ele um homem que atacou o DPO-- e um adolescente foi apreendido. Foram apreendidos nas operações quatro garrafas PET com material inflamável, três galões de gasolina, seis dinamites e seis espoletas.

ESCOLAS FECHADAS

O número de escolas e creches públicas fechadas no Rio nesta quinta-feira devido aos confrontos entre policiais e traficantes chegou a 180. A medida foi tomada para proteger alunos, professores e funcionários em áreas consideradas de risco. Foram afetadas unidades nas zonas norte e oeste e no subúrbio.

Na rede municipal, o total de escolas fechadas no turno da tarde chegou a 159. Juntas, elas atendem 38.566 alunos.

Já na rede estadual deixaram de funcionar 21 colégios. A secretaria estadual de Educação não informou o número de alunos afetados.

O Mapa da violência no Rio, aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/836406-veja-o-mapa-da-violencia-no-rio.shtml

Imagens: do Google Image
Matérias:Folha de São Paulo, Agências de Notícias e Estadão.

Um Rio em chamas II - Entenda o conflito

Entenda a onda de ataques no Rio de Janeiro

Desde o dia 21 de novembro, ataques e incêndios em veículos assustam motoristas e moradores do Rio. Para as autoridades de segurança, as ações são uma retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros e favelas.
Criadas há dois anos, as UPPs são centros de ocupação permanente da Polícia Militar instalados em favelas antes dominadas pelo tráfico e pela milícia.
Um dia após o início dos ataques, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, ligaram a série de ataques à política de ocupação de favelas pelas UPPs e à transferência de presos para presídios federais. Beltrame não descartou novos ataques de "traficantes emburrados" e afirmou que o Rio não mudará a política de segurança pública.
Na ocasião, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, atribuiu a onda de violência a uma ação orquestrada por uma única facção criminosa com objetivo de causar medo na população e de desacreditar a política de segurança pública do Estado. Ele não citou o nome, mas se referia ao Comando Vermelho.
Para tentar conter a articulação de líderes de facções criminosas, Beltrame pediu na terça-feira ao Tribunal de Justiça a transferência de pelo menos oito presos para presídios federais.
Uma investigação da polícia do Rio aponta também para uma articulação entre traficantes de duas facções criminosas rivais para uma eventual mega-ação de confronto para o sábado, dia 27.
Nas conversas entre traficantes interceptadas pela polícia aparecem sugestões de atirar contra as sedes dos governos estadual e municipal e lançar explosivos em áreas de grande aglomeração, como shopping centers na zona sul e pontos de ônibus.
O policiamento nas ruas foi reforçado, com os agentes colocados em estado de alerta, e operações foram deflagradas para impedir que o confronto se materialize. As ações policiais, realizadas em diferentes localidades, resultaram em confrontos e mortes.
Entre as vítimas está a estudante Rosângela Barbosa Alves, 14, baleada durante confronto entre PM e traficantes na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte do Rio. Atingida nas costas, a menina chegou a ser levada a um hospital, mas não resistiu. "Essa é a polícia que vocês querem! Só sobe no morro para matar inocente pobre, parabéns", gritou, indignado, o pai da menina, que não se identificou aos policiais que estavam no hospital.
Em uma das operações, o Caveirão --veículo blindado da PM-- foi atacado e teve os pneus furados.
Foi ventilado por integrantes das facções criminosas o planejamento de ações para atingir diretamente familiares do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).
Na quarta-feira (24), o governador pediu apoio logístico à Marinha brasileira para conter a onda de ataques que ocorrem no Estado. Nesta quinta, carros blindados da corporação já participam das operações. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Defesa, "o pedido [do governador] não envolve mobilização de tropas da Força, mas apenas meios de transporte e a guarnição necessária à operação e manutenção dos veículos".

AMEAÇA

Na quarta (24), um grupo de criminosos que ateou fogo a um ônibus em Vicente de Carvalho (zona norte do Rio) deixou um recado em um bilhete para a polícia: "se continuar as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) não vai ter Copa e nem Olimpíadas". Policiais do 41º Batalhão disseram que o aviso foi deixado no veículo e que seria uma forma de "intimidar" as autoridades.
"Esse bilhete somente homologa que estamos no caminho certo. E isso são eles que estão dizendo, que estão se sentindo incomodados. Isso nos dá mais força e nos diz que estamos no caminho certo. Nós sabemos muito bem onde queremos chegar e a sociedade que se decida de que lado ela está e a força que ela pode ter para mudar outras questões periféricas a essa", disse o secretário da Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, em entrevista ao "RJTV", da Rede Globo.

SEGURANÇA

No mesmo dia, a Polícia Militar entrou de prontidão em toda a região metropolitana. Por determinação do Comando Geral, os PMs de folga estão sendo chamados a seus batalhões.
O governador Sérgio Cabral (PMDB) disse na ocasião que os ataques são "um ato de desespero" porque os criminosos estão "enfraquecidos e perdendo território". "Não vão nos inibir. Vamos seguir com o trabalho de pacificação de diversas comunidades", afirmou à rádio CBN.
Nesta quinta (25), o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), pediu à população que não se "acovarde" diante da onda de ataques do tráfico e respalde a política de segurança pública do Estado.

Um Rio em chamas



25/11/2010
às 22:15
Guerra no Rio: 32 mortos e 72 veículos queimados


A Polícia Militar (PM) divulgou um balanço no início da noite desta quinta-feira com os números da guerra no Rio de Janeiro. Ainda sem os dados referentes ao confronto na Vila Cruzeiro, foram contabilizados 25 mortos em confronto com a PM e 188 pessoas detidas – nem todos mantidos presos.
Os ataques incendiários resultaram em 72 veículos queimados desde domingo – 31 deles nesta quinta-feira: 13 carros, duas vans, 11 ônibus, duas motos, dois caminhões e um microônibus.
Outras sete pessoas morreram mais cedo em confronto com a Polícia Civil na Favela do Jacaré, zona norte da cidade. O número total confirmado de mortos durante o dia chega a 32.

O intrépido século XXI - Nos tempos do Cólera

Mortos por epidemia de cólera ultrapassam 1.500 no Haiti

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS



O número de mortos pelo surto de cólera que atinge o Haiti chegou a 1.523, segundo novo balanço das autoridades do país. Detectada em outubro, a doença, de prevenção simples, continua se espalhando progressivamente pelo país mais pobre do hemisfério Ocidental. Segundo o novo balanço, 66.593 pessoas foram atendidas em centros médicos com sintomas do cólera. Destas, 27.933 foram hospitalizadas.
O Departamento de Artibonite (norte), onde o surto começou, é o local mais atingido, com 723 mortos e 14 mil hospitalizados. Outras 140 pessoas morreram e cerca de 3.000 são hospitalizadas na capital Porto Príncipe, onde muitos ainda estão em acampamentos para desabrigados após o devastador terremoto de 12 de janeiro --que deixou mais de 250 mil mortos e 1,3 milhão de desabrigados.
A subsecretária-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) para assuntos humanitários, Valerie Amos, que visitou o Haiti nesta semana, apelou nesta quarta-feira para intensificar a atuação contra a cólera e disse que a doença mortal não atingiu o seu pico.
Valerie Amos lembrou os cálculos da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que estima cerca de 400 mil casos de cólera durante os próximos 12 meses, e a "natureza explosiva da epidemia".
Ela recomendou uma maior prevenção da cólera em todo o país, bem como a construção de mais centros para o tratamento da doença e aumentar o número de trabalhadores de saúde no terreno para apoiar o trabalho a ser feito.
A ONU anunciou este mês que pediu US$ 164 milhões à comunidade internacional para combater a cólera no Haiti, que se espalhou para a vizinha República Dominicana --onde quatro pessoas foram contaminadas.

Arcade Fire "My Body is a Cage"

Terrorismo e crime organizado

Terrorismo e crime organizado estão entre novas ameaças

Com desafios da Guerra Fria superados, Otan discute os perigos difusos representados por atores não-estatais

O novo conceito estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aprovado ontem, vai trazer uma ao inovação na área de atuação da aliança. Considerando que entre os inimigos que devem ser combatidos estão o tráfico de drogas, de pessoas e de armas, além de ciberataques, serão necessárias parcerias para isso. Entre as parcerias, deverá ser proposta a participação de países do Atlântico Sul, incluindo o Brasil. A mudança do conceito estratégico representa a atualização em relação às mudanças realizadas. O conceito estratégico anterior - que ainda tinha como principal alvo da aliança a Rússia - estava contaminado por resquícios da Guerra Fria e foi concebido numa cúpula realizada em 1998 em Washington."Definimos aqui o que vai ser a aliança atlântica no século 21", explicou a ministra espanhola da Defesa, Carmen Chacón. O novo conceito parte da constatação de que a ameaça de um ataque convencional contra o território dos países da Otan é baixa. Por isso, volta-se para outras ameaças: o terrorismo, os Estados falidos, o crime organizado, o extremismo, os ciberataques e atividades ilegais transnacionais. Pirataria na mira. A defesa das vias de transporte - tendo como exemplo a região da Somália, em cujos mares piratas atuam quase livremente - e as ameaças ambientais que resultam em ameaças à saúde, assim como a escassez de água e o aumento das necessidades de energia também passam a ser preocupação da Otan. Ultrapassando a discussão que houve entre a Alemanha e a França a respeito do papel que devem ter as armas nucleares no âmbito da aliança atlântica, o texto afirma que a Otan "vai manter uma combinação adequada entre forças convencionais e nucleares". O objetivo indicado não é apenas defender os países da aliança quando atacados, mas prevenir conflitos. A Otan deverá tomar medidas ativas para evitar que conflitos pequenos assumam maiores proporções. Capacidade mantida. Segundo o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, o fato de grande parte dos membros da aliança estar enfrentando crises econômicas não deve diminuir a capacidade de intervenção."Estamos preocupados com isso. Nosso desafio é nos tornarmos mais eficazes e eficientes. Para isso, foram definidas dez capacidades críticas que serão as prioridades nos próximos anos, o que deve permitir que atuemos apesar dos diferentes cortes nos orçamentos nacionais", afirmou Rasmussen.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo