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26.11.10

Terrorismo e crime organizado

Terrorismo e crime organizado estão entre novas ameaças

Com desafios da Guerra Fria superados, Otan discute os perigos difusos representados por atores não-estatais

O novo conceito estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aprovado ontem, vai trazer uma ao inovação na área de atuação da aliança. Considerando que entre os inimigos que devem ser combatidos estão o tráfico de drogas, de pessoas e de armas, além de ciberataques, serão necessárias parcerias para isso. Entre as parcerias, deverá ser proposta a participação de países do Atlântico Sul, incluindo o Brasil. A mudança do conceito estratégico representa a atualização em relação às mudanças realizadas. O conceito estratégico anterior - que ainda tinha como principal alvo da aliança a Rússia - estava contaminado por resquícios da Guerra Fria e foi concebido numa cúpula realizada em 1998 em Washington."Definimos aqui o que vai ser a aliança atlântica no século 21", explicou a ministra espanhola da Defesa, Carmen Chacón. O novo conceito parte da constatação de que a ameaça de um ataque convencional contra o território dos países da Otan é baixa. Por isso, volta-se para outras ameaças: o terrorismo, os Estados falidos, o crime organizado, o extremismo, os ciberataques e atividades ilegais transnacionais. Pirataria na mira. A defesa das vias de transporte - tendo como exemplo a região da Somália, em cujos mares piratas atuam quase livremente - e as ameaças ambientais que resultam em ameaças à saúde, assim como a escassez de água e o aumento das necessidades de energia também passam a ser preocupação da Otan. Ultrapassando a discussão que houve entre a Alemanha e a França a respeito do papel que devem ter as armas nucleares no âmbito da aliança atlântica, o texto afirma que a Otan "vai manter uma combinação adequada entre forças convencionais e nucleares". O objetivo indicado não é apenas defender os países da aliança quando atacados, mas prevenir conflitos. A Otan deverá tomar medidas ativas para evitar que conflitos pequenos assumam maiores proporções. Capacidade mantida. Segundo o secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, o fato de grande parte dos membros da aliança estar enfrentando crises econômicas não deve diminuir a capacidade de intervenção."Estamos preocupados com isso. Nosso desafio é nos tornarmos mais eficazes e eficientes. Para isso, foram definidas dez capacidades críticas que serão as prioridades nos próximos anos, o que deve permitir que atuemos apesar dos diferentes cortes nos orçamentos nacionais", afirmou Rasmussen.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

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