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30.12.10

Machado e a escravidão


Coletânea de artigos aborda relação de Machado de Assis com escravidão

Ariadne Araújo

(colaboração para a Livraria da Folha)



Fenômeno literário, a obra de Machado de Assis atravessou o tempo. Seus críticos, no entanto, não lhe deram trégua. Acusaram-no de não ter dado devida importância à escravidão, ainda em vigor em sua época. Mulato e de origem humilde, a expectativa era de que ele se engajasse em movimentos abolicionistas e fizesse de seus textos uma obra de protesto. Mas, se o escritor não escrevia romances sobre escravidão, por outro lado, ele escrevia sobre a sociedade escravocrata. Para os pesquisadores, era sua maneira de denunciar o problema.

Ao mesmo tempo polêmico e pouco estudado, o tema é agora analisado em coletânea de ensaios chamada "Machado de Assis e a Escravidão" (Annablume). Segundo os organizadores, Gustavo Bernardo, Joachim Michael e Markus Schäffauer, o livro é o resultado de uma série de debates realizados em 2008, dentro das comemorações do centenário da morte do escritor, na Universidade de Hamburg, na Alemanha. Na nota introdutória do livro, os organizadores explicam que a ideia do colóquio era questionar velhos estereótipos.

Se escravidão aparece de forma indireta na obras de Machado de Assis, a constância de episódios envolvendo escravos indica que não se trata de um ingrediente a mais para dar realismo ao cenário urbano da época, dizem os organizadores. Pois, ao simular a visão de mundo patriarcal, dos mais fortes e poderosos, ele revela a maneira como o escravagismo opera: através da exclusão e da brutalidade.

A "dissecação" da sociedade escravocrata é clara nos romances. No artigo "Machado de Assis e o século negro", o professor Joachim Michael revisita Memórias Póstumas de Brás Cubas, onde a temática da violência classista chega-nos através da voz do próprio narrador: "O eu-narrador do romance participa dessa violência e a pratica na própria forma de ver a sociedade e no modo como narra sua história". Os exemplos da violência escravocrata são claros.

Brás, o filho do senhor, usava o menino escravo Prudêncio como animal para cavalgar: "fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, algumas vezes gemendo, mas obedecia sem dizer palavra". Para Michael, a cena é uma caricatura sarcástica do próprio regime escravocrata. Mais tarde, alforriado, Prudêncio se tornará ele mesmo um senhor de escravo e vai tratá-lo da mesma forma como os brancos o trataram. Segundo Michael, é "a insistência no reino absoluto do escravismo".

A importância do tema para o escritor começa, então, a aparecer a partir de estudos recentes. Mas, para os organizadores, a maneira como Machado problematiza a escravidão requer reflexão no que toca às "estratégias narrativas empregadas". Os artigos do livro vêm, pois, jogar luz sobre essa questão que para muitos, como Eduardo de Assis Duarte, pesquisador e doutor em teoria da Literatura, "peca por falta de fundamentação".

Fonte Folha de São Paulo

"Guerra e Paz", de Portinari

Exposição "Guerra e Paz", de Portinari - Theatro Municipal do Rio de Janeiro









"Cândido Torquato Portinari (nasceu na Fazenda Brodowski, interior de São Paulo, 29 de dezembro de 1903 ,  e morreu no Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras—de pequenos esboços e pinturas de proporções padrões como O Lavrador de Café a gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova York em 1956 e que em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Portinari hoje é considerado um dos artistas mais prestigiados do país e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional".

O Genocídio na Costa do Marfim


Abidjan, Costa do Marfim 

Costa do Marfim está à beira de genocídio, diz embaixador do país na ONU

O novo embaixador da Costa do Marfim na ONU, Youssoufou Bamba, disse que o país está "à beira do genocídio". Segundo ele, houve graves violações de direitos humanos como resultado dos confrontos políticos após as eleições. Laurent Gbagbo se recusa a deixar a Presidência do país, apesar de seu rival, Alassane Ouattara, ter sido reconhecido internacionalmente como o vencedor das eleições presidenciais de novembro. Os dois candidatos se declararam vencedores e participaram de cerimônias de posse quase simultâneas.

Bamba, o novo embaixador do país na ONU, foi indicado por Ouattara e assumiu o posto na quarta-feira.

'Casas marcadas'
Em uma entrevista na sede da organização, em Nova York, ele disse que 172 pessoas foram mortas nas últimas semanas "simplesmente porque queriam protestar, queriam falar, queriam defender a vontade do povo". "Achamos que isso é inaceitável. Logo, umas das mensagens que eu tento passar nas conversas que conduzi até o momento é que estamos à beira de um genocídio", disse Bamba. Segundo ele, algumas casas foram marcadas de acordo com a origem tribal do morador. Ele diz temer o que virá em seguida.
"Esperamos que as Nações Unidas sejam confiáveis e que as Nações Unidas impeçam violações e impeçam que as eleições sejam roubadas da população", apelou o novo embaixador.
TV Estatal
Mais cedo na própria quarta-feira, o chefe das Forças de Paz da ONU na Costa do Marfim, Alain Le Roy, lançou uma crítica sem precedentes ao canal de televisão estatal controlado por Gbagbo na Costa do Marfim. "As declarações que ouço na RTI nos deixam preocupados e chocados, porque elas claramente incitam a população contra a ONUCI (Missão da ONU na Costa do Marfim)", disse ele.
Le Roy afirmou que o incidente em que um de seus homens foi ferido com um facão quando seu carro foi cercado por uma multidão "foi consequência direta de todo o incentivo ao ódio, mentiras e propaganda anti-ONUCI".
Guerra Civil

Apesar do apoio internacional, Alassane Ouattara e seu primeiro-ministro, Guillaume Soro, continuam presos em um hotel em Abidjan, protegidos por tropas da ONU. Partidários de Gbagbo conhecidos como "jovens patriotas" ameaçaram invadir o hotel. O líder do grupo, Charles Ble Goude, que também é o ministro da Juventude de Gbagbo, disse que pretende "libertar o país" e avisou que países vizinhos não devem interferir na situação.

"Eles precisam se preparar muito bem porque estamos pensando em libertar completamente nosso país e logo eu vou lançar o ataque final", disse ele.

Analistas acreditam que a retórica inflamatória pode ajudar a levar o país de volta à guerra civil, sete anos após outro conflito ter resultado em uma divisão na Costa do Marfim, com o norte controlado por rebeldes e o sul, pelo governo.

Quase 20 mil pessoas já fugiram do país após as eleições de novembro, na maioria mulheres de crianças, temendo mais violência.

Fonte: BBC News

Moshe, o Estuprador.

Ex-presidente de Israel é considerado culpado de estupro

O ex-presidente israelense Moshe Katsav foi considerado culpado de estupro pela Justiça em Tel Aviv.

Katsav enfrentava duas acusações de estupro feitas por uma ex-funcionária, da época em que ele ocupava o cargo de ministro do Turismo, na década de 90. Ele também foi condenado por outros crimes sexuais, relacionados a acusações feitas por outras duas mulheres, em 2003 e 2005, durante o período em que ocupava a Presidência do país.

O político, que renunciou à Presidência em 2007, nega todas as acusações. A sentença deverá ser anunciada em janeiro. Ele poderá ser condenado a uma pena de quatro a sete anos de prisão, mas deverá entrar com recurso na Suprema Corte de Israel. Os juízes do caso consideraram que os argumentos apresentados por Katsav estavam "permeados por mentiras".

"Acreditamos na autora da ação (mulher que não foi identificada), pois o testemunho dela tem o apoio de elementos de prova, e ela falou a verdade", disse o juiz George Karra ao ler o veredito.

'Sem precedentes'

A condenação teve grande repercussão no país.

O presidente Shimon Peres, disse que "não existem dois tipos de cidadão em Israel". "Existe apenas um tipo de cidadão, igual perante a Lei".O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que foi um "dia triste para o Estado de Israel e seus cidadãos", mas acrescentou que o julgamento de Katsav foi um sinal da força do sistema judiciário do país.

Muitas vozes no país destacaram o fato de que até um ex-presidente não está acima da lei e que o julgamento seria um sinal da boa saúde da democracia israelense.

De acordo com o repórter da BBC em Jerusalém Rupert Wingfield Hayes, a imprensa israelense descreveu o veredito como "sem precedentes no mundo democrático". Grupos de defesa dos direitos das mulheres elogiaram o veredito, afirmando que as acusações de assédio sexual são ignoradas com frequência no país.

Acusações

Katsav foi acusado de ter estuprado duas vezes uma funcionária quando ocupava a pasta de Turismo, entre 1996 e 1999, e também de tê-la forçado a cometer um ato indecente. A ex-funcionária do político, descrita apenas como Mulher A, alegou que Katsav a estuprou pela primeira vez no gabinete do Ministério do Turismo e depois em um hotel em Jerusalém.

As outras acusações, de crimes cometidos em 2003 e 2005, quando era presidente, eram de assédio sexual.  As acusações vieram à tona em 2006 e levaram Katsav a renunciar ao cargo no ano seguinte, sendo substituído pelo atual presidente, Shimon Peres.

O repórter da BBC em Jerusalém Rupert Wingfield Hayes destacou que o julgamento de Katsav não é um caso isolado de irregularidade no coração da política israelense, e lembrou que o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert enfrenta acusações de corrupção.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101230_katsav_julgamento_fn.shtml

O Truculento Israel

Boicote, a arma contra Israel



O modo mais efetivo e permanente de ajudar a causa palestina é levar adiante a campanha internacional Boicote, Desinvestimento e Sanções


Igor Fuser*

(29/12/2010 Brasil de Fato)

A poucos dias de completar a primeira metade do seu mandato de quatro anos, o presidente estadunidense Barack Obama deixou claro que abandonará qualquer esforço para bloquear as iniciativas de Israel de expandir os assentamentos judeus em territórios palestinos ocupados – prática ilegal que visa tornar a ocupação um fato consumado e inviabilizar a criação do Estado Palestino. Para desencanto de quem esperava mudanças na política dos EUA para o Oriente Médio, Obama se rendeu às pressões sionista, emitindo um sinal verde para a truculência israelense.

Os sinais positivos no caminho de uma paz justa vieram da América do Sul, com a decisão dos governos do Brasil e da Argentina de reconhecer o Estado Palestino nas fronteiras de 1967. Ou seja, revertendo a ocupação de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias. A medida deverá se completar com a abertura de embaixadas dos dois países em Ramallah (enquanto a parte árabe de Jerusalém continuar nas mãos dos sionistas) e, possivelmente, com a assinatura de um acordo comercial entre o Mercosul e a Autoridade Palestina.

Evidentemente, o simples reconhecimento diplomático é insuficiente para viabilizar uma pátria palestina soberana. Mas a iniciativa brasileira e argentina representa mais um passo em direção a uma paz justa no Oriente Médio. Acentua o isolamento israelense (mais de 100 países já reconhecem a Palestina, entre eles a China, a Rússia e a Índia). E aumenta a pressão para o ingresso oficial do Estado Palestino na ONU, o que permitiria, entre outras coisas, que o organismo internacional adotasse medidas de força contra as agressões israelenses ao novo país.

No caso do Brasil (e também da Argentina), é importante, para o bem da coerência, que o reconhecimento da Palestina seja sucedido por atitudes concretas que tornem efetiva a solidariedade com a luta heroica dos palestinos contra a ocupação. É preciso que o acordo comercial Israel-Mercosul (que o governo Lula nunca deveria ter assinado) seja desfeito e, mais, que o Brasil suspenda imediatamente a importação de armamentos e equipamentos de segurança de Israel.

O modo mais efetivo e permanente de ajudar a causa palestina é levar adiante a campanha internacional Boicote, Desinvestimento e Sanções, que está mobilizando a opinião pública em todas as partes do mundo para cortar as importações de produtos israelenses e suspender qualquer cooperação com o Estado sionista. Além da resistência dos próprios palestinos, é claro.

*Igor Fuser é jornalista

por quem os lamentos dobram?

 Imagem Gabriel Dov

Muro das Lamentações

"O Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental, (Qotel HaMa'aravi הכותל המערבי em hebraico), é o local mais sagrado do judaísmo.

Trata-se do único vestígio do antigo templo de Herodes, erigido por Herodes o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. Foi destruído por Tito no ano de 70. Muitos fieis judeus visitam o Muro das Lamentações para orar e depositar seus desejos por escrito. Antes da sua reabilitação por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, o local servia de depósito para incineração de lixo.

Os restos que hoje existem datam da época de Herodes o Grande, que mandou construir grandes muros de contenção em redor do Monte Moriá, ampliando a pequena esplanada sobre a qual foram edificados o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, formando o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas"


Visão panorâmica do muro: http://www.panoramas.dk/fullscreen2/full25b.html                        

29.12.10

África e as sua Elite Negra


Sebastião Salgado


O caos de África (I): a culpa não é dos 'branquelas'

A situação complicada na Costa do Marfim devia ser um pretexto para uma reflexão sobre as doenças políticas africanas. O estado de África não é o resultado da acção do homem branco ou da globalização. A culpa está - apenas e só - nas elites africanas.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

I. Para começo de conversa, recomenda-se a tradução de "The State of Africa", um livro central de Martin Meredith , que procura fazer o rescaldo dos cinquenta anos da África pós-colonialismo. E o desiderato de Martin Meredith não podia ser mais pessimista: o futuro de África nunca foi tão negro como hoje. A responsabilidade deste desastre, diz-nos Meredith, cabe, em primeiro lugar, aos líderes africanos. Ou seja, o autor evita a tradicional narrativa que culpabiliza o Ocidente pelas maleitas africanas. Sem paternalismo eurocêntrico, Meredith aponta o dedo à corrupção e nepotismo das elites africanas. Os grandes líderes do período da libertação adquiriram uma aura de santidade e de intocabilidade; esta aura rapidamente desembocou num poder absoluto que corrompeu os ditos libertadores e a restante elite africana. Este ponto de Meredith torna-se absolutamente claro quando olharmos para Mugabe e para o silêncio acrítico dos outros líderes africanos em relação ao ditador do Zimbabwe. Por outras palavras, na primeira geração de líderes africanos pós-independência, quase ninguém escapou ao axioma de Lord Acton: "o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente".

II. Em África, os líderes nunca abdicaram (abdicam) do poder. Mais: o poder passou a ser apenas um mecanismo de enriquecimento pessoal. Segundo o Banco Mundial, 40% da riqueza africana está situada offshore, isto é, os líderes africanos capturam a riqueza dos seus países e enviam-na para contas privadas no estrangeiro. Homens como Nguema (Guiné Equatorial) e Eduardo dos Santos (Angola) transformam as contas do petróleo em convenientes segredos de estado. E qual foi o resultado desta estranha forma de fazer política?

Resposta:

África é a região mais pobre do mundo e continua a sua trajectória de divergência em relação às outras regiões; hoje, a maioria dos estados africanos é mais pobre (em PIB per capita) do que era em 1980 e, nalguns casos, em 1960; metade dos 880 milhões de africanos vive com menos de um dólar por dia; a riqueza combinada de África é de 420 biliões de dólares, apenas 1.3% do PIB mundial; África é a única região do mundo onde a iliteracia continua a ser uma coisa banal; a África subsariana representa 10% da população mundial, mas tem 70% dos casos de infecção pelo vírus HIV.

III. Para Meredith, a única solução para este drama passa pela ajuda ocidental, dado que os estados africanos já perderam a capacidade para saírem desta espiral pelo seu próprio pé. Neste sentido, Meredith critica a falta de eficácia da ajuda ocidental e, acima de tudo, devasta a forma como o Ocidente recusa rever o seu proteccionismo agrícola. Os subsídios aos agricultores ocidentais e as tarifas colocadas aos produtos africanos destroem por completo a possibilidade de um renascimento económico africano. Porém, apesar das críticas ao Ocidente, Martin Meredith é claro: os principais responsáveis pelo desastre africano são os líderes africanos que foram incapazes de desenvolver efectivas soluções de governo durante meio século de independência.

fim da I parte


O caos de África (II): a democracia é possível

No meio do caos africano, o Botswana é uma democracia de (relativo) sucesso. Em vez de dar lições de moral aos africanos, o Ocidente devia dignificar e publicitar estes exemplos de sucesso africano (Mali, Botswana, Benim, Gana).

I. Os media ocidentais só prestam atenção a África quando surge algo como a presente situação na Costa do Marfim. Para os nossos media, "África" quer dizer "sangue" e "pobreza". É por isso que muita gente ainda não sabe que existem democracias consolidadas e - relativamente - prósperas em África: Mali, Gana, Benim, Namíbia, São Tomé & Príncipe, África do Sul e Botswana. Como não têm "sangue" e "violência" para dar, estes países não aparecem na CNN ou Sky News; estes países são factos empíricos que não encaixam na narrativa apocalíptica que o Ocidente gosta de reproduzir sobre África. O que é uma pena. Os outros países africanos não vão sair do buraco através dos conselhos morais e abstractos dos ocidentais. Os outros países africanos só encontrarão o caminho da boa governança quando quiserem olhar para as práticas dos seus vizinhos que têm a cor verde no mapa da liberdade . As Angolas só caminharão para a democracia e prosperidade quando quiserem olhar para o exemplo que o Botswana oferece há várias décadas.

II. O Botswana (1.8 milhões de habitantes) é o líder moral, digamos assim, desta África minoritária e democrática. Hoje, depois de quarenta anos a apresentar uma das mais altas taxas de crescimento do mundo, o Botswana já é um middle-income country. O maior factor de crescimento tem sido a riqueza mineral do país (diamantes). Outros países africanos com um subsolo igualmente rico continuam a ser marcados pela pobreza, violência e autoritarismo.

III. Para perceber por que razão o Botswana escapou à maldição dos recursos, J. Clark Leith escreveu Why Botswana Prospered. A resposta de Leith foi encadeada em três fases.
 (1) A elite do país geriu de forma prudente a sua riqueza mineral, fazendo investimentos em infra-estruturas e no capital humano. Mas, pergunta Leith, por que razão estas medidas económicas resultaram?
 (2) Ora, o sucesso económico do Botswana não se deve apenas à perícia técnica na gestão macroeconómica; essa gestão foi possível devido à estabilidade político-institucional garantida pelo sistema político; várias instituições (ex.: Banco Central) criaram a confiança necessária para a actividade das empresas que investiram no Botswana (ex.: a gigante sul-africana dos diamantes, DeBeers).
 (3) A democracia per se não explica o rápido crescimento económico do Botswana. A democracia triunfou no Botswana porque respeitou a tradição do povo Tswana. Por exemplo, o tradicional fórum de consulta tribal, o Kgotla, continua activo e faz parte do sistema político. Por outras palavras, existe uma coabitação entre a modernidade institucional da democracia de inspiração britânica e a tradição local.

IV. A história de sucesso do Botswana não resulta da sorte; outros países africanos também tiveram a sorte de encontrar diamantes e outros recursos naturais, e, mesmo assim, continuaram na rota da violência. O sucesso do Botswana deve-se ao seu sistema político e às escolhas da sua elite política. Ou seja, a política pode vencer o fado africano.
 
Fonte : Expresso.pt

Cuba Libre(???)


Fonte da imagem:
http://havanajournal.com/travel/entry/cuba-takes-steps-to-improve-tourism-services-5532/

Os natais de Yoani Sánchez - Generación Y

Os feriados de volta

Yoani Sánchez
yoani.sanchez@desdecuba.com
Do blog Generación Y


Ir trabalhar no 25 de dezembro, ter aulas no mesmíssimo dia da Noite Feliz ou estar num trabalho voluntário enquanto o ano chegava ao seu fim. Tudo isso era possível na Cuba do fervor ideológico e dos extremos ateístas, do falso ascetismo e da subestimação das festividades que nos tomaram esses Natais ausentes, cinzentos, em voz baixa. As últimas semanas de 1980, 1983 ou 1987, foram tão repetidamente chatas, tão idênticas em sua falta de colorido, que se misturam nas recordações como uma só. Passei várias dessas jornadas sentada numa escrivaninha, enquanto em outras partes do mundo as pessoas compartilhavam com a família, abriam os presentes, celebravam na intimidade dos seus lares.

Parecia que os feriados de Natal nunca mais iriam se estabelecer nas escolas cubanas, que os estudantes só teriam recesso durante as celebrações patrióticas ou de perfil ideológico. Contudo, pouco a pouco, sem se anunciar em nenhuma parte nem se aprovar no nosso peculiar parlamento, os próprios alunos começaram a recuperar esses feriados. No princípio, em cada aula só um terço dos matriculados faltava à escola nesses dias, porém lentamente o vírus das férias começou a contagiar todos. As ausências durante as últimas semanas do ano se elevaram tanto nas escolas que não restou ao Ministério da Educação outro remédio do que decretar até uma quinzena de folga nas aulas. Foi dessas pequenas vitórias cidadãs que nenhum jornal noticia, porém que todos avaliaram como um território arrebatado da falsa sobriedade que nos querem impor da tribuna.

Hoje, meu filho Teo levantou tarde, não irá à escola até o próximo ano. Seus colegas estão desde quarta-feira sem aparecerem no pré-universitário. Vê-lo dormir até as dez, fazer planos para os próximos dias de descanso, ajudam-me a compensar meus aborrecidos Natais infantis. Fazem-me esquecer todas aquelas Boas Noites que passei sem perceber sequer que havia um motivo para celebrar.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Bahia




Legenda da Imagem: Igreja Matriz de Juazeiro, Bahia, próxima às águas do Rio São Francisco. 18/11/2010. Foto: TIAGO QUEIROZ/AE

O Haiti continua...Lá



Legenda da Imagem: Médicos cubanos examinam criança no hospital de Arcahie, na província de Artibonite. Foto: Andrés Martínez Casares/EFE



Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente. Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, destroçado pelo terremoto e pela cólera. Enquanto isso, a ajuda prometida pelos EUA e outros países...O artigo é de Nina Lakhani, do The Independent
Nina Lakhani - The Independent

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.

Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.

Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.

Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito - incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar - para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.

John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: "A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.".

Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a "Operação Milagre", que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.

A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. "Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU."

Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.

Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu "resultados impressionantes" em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.

A formação médica em Cuba dura seis anos - um ano mais do que no Reino Unido - após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.

Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos - comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.

As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.

Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. "A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA ", disse o professor Choonara.

A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.

Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: "Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa - de quem vender para nós - mas isso é muito caro por causa das distâncias."

Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.

As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.

Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.

Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.

A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.

Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. "É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo."

Outros 49.000 alunos estão matriculados no "Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos", a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.

O professor Kirk discorda: "A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum."

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.

Cuban medics in Haiti put the world to shame

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17280

Morena Baccarin


 
Atriz brasileira Morena Baccarin entra em lista dos artistas mais sensuais de 2010.Baccarin, 31,nasceu no Rio de Janeiro e se mudou para Nova York aos nove anos. No seriado "V", ela interpreta a líder dos alienígenas que chegam à Terra.

Os anos da Crise - Diana Guerra







Os Anos da Crise - Do Empire State Building a Pablo Picasso

por Diana Guerra
Depois do crash de 1929, a arquitectura e as artes em geral tiveram um grande impulso no mundo ocidental. O Empire State Building, o Pavilhão Suiço e a Casa Modernista de São Paulo são exemplos da vontade de recuperação, mas não são os únicos. No cinema, na literatura e na pintura, também muitos foram os artistas de talento que se destacaram na década de 30.

As crises são cíclicas no nosso sistema económico - diz quem sabe do assunto e eu acredito - mas não trazem só instabilidade e desequilíbrio aos países que afectam. São também um motivo de renovação e, por vezes, de inspiração para o mundo artístico. "Nunca desperdice uma boa crise" disse Hillary Clinton em 2009, aquando do abalo financeiro que atingiu a maioria dos países ocidentais. Apesar das interpretações de oportunismo que esta frase pode acarretar, não é uma ideia sem pés nem cabeça. Afinal de contas, depois do crash da bolsa de Wall Street em 1929 foram feitas obras artísticas e arquitectónicas que se tornaram um marco.

Por um lado, nos Estados Unidos, as políticas keynesianas de incentivo às obras públicas tornaram possível que vários edifícios emblemáticos fossem construidos. Inaugurados com apenas 11 meses de diferença, o Chrysler e o Empire State Building, dois representantes da Art Decó, tornaram-se os edifícios mais altos de Nova Iorque e do mundo.

O primeiro foi idealizado por William Van Alen para a marca automobilística Chrysler. Apesar de o projecto ter começado antes da crise de 1929, o abalo financeiro não travou nem atrasou a sua construção, que durou cerca de dois anos (1928-1930). Já o Empire State Building, inaugurado no ano seguinte, em 1931, viria a roubar-lhe o título de "edifício mais alto do mundo", e manteve-o durante 40 anos. Com 102 andares, o Empire State Building foi criado pelo arquitecto Gregory Johnson para albergar escritórios de empresas e significou uma mudança de rumo em relação à crise de 1929.

Contudo, não foram apenas os EUA a fazer um esforço de recuperação no início dos anos 30. O Pavilhão Suiço do arquitecto Le Corbusier premiou os estudantes da cidade de Paris com um edifício que prima pela funcionalidade. Inaugurado em 1933, a construção alberga áreas comuns e quartos para os alunos. No Brasil, o conceito de funcionalidade dos arquitectos modernos também teve a sua influência: prova disso são a Casa Modernista, o Edifício Altino Arantes e o Edifício Martinelli, em São Paulo, e o Edifício Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Nesta década muitos foram os artistas europeus que rumaram ao Estados Unidos, essa Terra Prometida, para aí desenvolverem a sua carreira. Por exemplo, Charles Chaplin obteve sucesso com Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1936). Com humor e crítica, Chaplin soube ironizar as ansiedades da Grande Depressão mostrando, sem palavras, aquilo que os americanos sentiam.

Por outro lado, a corrente artística do realismo social conheceu nesta década o seu apogeu em solo americano. Expressando as dificuldades desta década, centra-se em imagens que mostram a pobreza, o esforço e as injustiças sociais e raciais, transmitindo um protesto através de cenas satíricas do heroismo da "classe operária". Thomas Hart Benton foi um destes artistas, destacando-se pelos seus murais em Nova Iorque. Já a fotógrafa Dorothea Lange percorreu o país com a sua camâra fotográfica, guardando a memória de momentos de desespero. "Migrant Mother" (1936) tornou-se um ícone da Grande Depressão, representado os que mais sofreram durante este período: as mulheres e as crianças.

Do lado europeu, as tensões entre comunismo e fascismo adensaram-se, fazendo com que muitos artistas expressassem as suas ansiedades em telas ou em papel. No auge da Guerra Civil Espanhola, Pablo Picasso pintava a sua obra-prima Guernica, tela de protesto que representa o bombardeio na pequena cidade.

Nas letras, autores como Aldous Huxley, John Steinbeck e Ernest Emingway eram imortalizados pela crítica rispída à sociedade em que viviam. Em Admirável Mundo Novo, os valores religiosos e da família não existem e todos as dramas existenciais dos cidadãos são resolvidos por uma droga calmante sem efeitos colaterais, a soma. Vinhas da Ira relata a história de uma família pobre durante a Grande Depressão que se vê obrigada a abandonar as terras que ocupava há décadas.

Exemplos, entre outros, de como a arte pode ajudar também a compreender e a lidar com os momentos difíceis.

Fonte:
http://obviousmag.org/archives/2010/12/os_anos_da_crise_-_do_empire_state_building_a_greta_garbo_e_pablo_picasso.html

28.12.10

pentagrama

 
Pentagrama

O pentagrama, símbolo de uma estrela de cinco pontas, é usado em algumas religiões e práticas de magia há vários séculos. Sua origem data a região compreendida entre a Inglaterra e o Egito. Era o símbolo da deusa Kora, que recebeu vários nomes, entre eles Ceres. Na Grécia antiga, o pentagrama servia como símbolo para identificar a escola de Pitágoras. Essa era uma escola em que se pregava o aprendizado de muitos conhecimentos, como música, matemática, literatura etc. Essa estrela simbolizava o conhecimento, a harmonia entre todos os elementos. Esse símbolo entraria para o cristianismo durante o século IV, em Alexandria.
Os cristãos adotaram esse símbolo no "festim da epifania", que marcaria o nascimento de Jesus Cristo. Essa estrela passaria, mais tarde, a significar as chagas de Cristo1. Para os hebreus, o pentagrama seria um dos sete selos, o primeiro e mais importante. Ele guardaria os sete nomes de Deus e estaria gravado no anel de Salomão. Também representa os cinco livros do Pentateuco. Essa ligação estendeu-se na prática mágica deles, descrita em detalhes, mais adiante. Para os celtas, esse seria o símbolo de Morrigan2, a deusa do submundo. Ela era a representação da maldade e o pentagrama, neste caso, representaria os cinco caminhos possíveis, aqueles que o povo-fada podia ver e seguir.
Há também uma série de concepções não-mágicas atribuídas a ele. Os romanos usavam-no como um símbolo de proteção e segurança. Simboliza também a estrela de Belém, que anunciava a vinda de Jesus. Por essas razões, durante muito tempo, era o símbolo de proteção dos cristãos. A simbologia dele, contudo, ganhou os nossos contornos atuais graças ás práticas da cabala. Para o praticante de magia, o pentagrama seria a junção dos quatro elementos naturais (fogo, água, ar e terra) e algum elemento divino (no caso, luz). Os magos medievais excluíam as trevas em seus rituais, com medo de que elas pudessem atrapalhar suas mágicas. Havia, contudo, os magos que buscavam nas sombras o seu poder, invertendo o pentagrama e usando as trevas no lugar da luz. Daí o símbolo do pentagrama associado ao mal. Essa associação também se dá ao fato do pentagrama invertido ser usado como símbolo do demônio Baphomet3. Esse demônio é representado pela figura do bode e o pentagrama invertido era a representação do bode. Nisso que vem também o erro de representarmos o diabo (no caso, Lúcifer) com o bode.
O satanismo possivelmente foi criado durante o final do século XIX e começo do século XX, sob os ensinamentos e práticas de Aleister Crowley. Como ele era um grande estudioso do oculto e dos símbolos místicos, adotou para si diversas doutrinas, o que trouxe o símbolo do Baphomet como algo "advindo de Lúcifer", dando a conotação demoníaca para o símbolo. Salomão também mudaria o conceito de ritual mágico ao criar o heptagrama, que consiste numa estrela de seis pontas, onde todos os elementos estariam reunidos. Isso, contudo, não vingou entre muitos magos, uma vez que havia o receio de ter que lidar com as trevas. Lidar com a escuridão sempre foi complicado, além de evocar todos os
elementos num único ritual. Os elementos muitas vezes atendiam na forma de espíritos, o que aumenta sempre o medo de qualquer praticante sério de magia. Esse símbolo foi sendo revisitado em toda a história da humanidade, passando pelo Renascimento, com o mago Papus e com John Dee e chegando até nossos dias, com as descobertas e invenções de Aleister Crowley e sua Golden Dawn. Ordens como a Wicca, Rosa-cruz, maçonaria e outras também usam desse símbolo, cada qual com um significado, mas todos com o mesmo sentido de união e de força.

O uso do pentagrama na música

É verdade que, dentro de qualquer meio popular, uma tradição tende a perder sua significação. E com esse símbolo não foi diferente.
Possivelmente o Venom foi a primeira banda a adotar o símbolo, em alusão ao satanismo. Era uma das formas de, com isso, chocar as pessoas e ter um apelo comercial maior. A despeito das crenças dessa banda, uma análise mais profunda permite-nos ver que eles não eram, no sentido lato, satanistas. Podiam ser satânicos, por abordar essa temática, mas não adeptos das práticas de adoração de Satã. Eles e quase todas as bandas da cena black metal pregam uma das formas conhecidas como pseudo satanismo, ou, se preferir, um satanismo comercial. Pregam sempre a morte de cristãos, a destruição dos seus símbolos, eternalizada em suas letras e nas atitudes de alguns integrantes. Isso é o chamariz de vendas e estampar o pentagrama é, sem sombra de dúvidas, a forma mais simples e eficaz de mostrar ao mundo isso, aumentando consideravelmente as vendas de seus cds.
Há, contudo, bandas que se utilizam dele com uma temática menos provocativa e mais próxima da sua concepção original. A banda Samael, na sua música Into the Pentagram, faz uma clara alusão ao tema da proteção desse símbolo mágico.O grupo alemão Bethlehem também usa um pentagrama como símbolo, coisa que fez com que a família de um dos integrantes movesse uma campanha contra o suposto satanismo ao qual o filho teria aceitado. O Inkkubus Sukkubus, banda de gothic rock, o usa com a temática do neopaganismo, não como o símbolo de Satanás. E como não lembrar do grupo Pentagram, um dos precursores do doom metal. Eles resgatam a temática religiosa em suas músicas, diferentemente do que seria esperado.

Conclusões

É possível falarmos, sem dúvidas, que o pentagrama hoje é mal interpretado, muito por conta dos ocultistas. Que as bandas perdem aspectos importantes dele na divulgação de seus trabalhos (ou, se preferirem, chamariz de vendas), usando-o como o vetor de todo o mal, perdendo, sempre, toda a tradição que ele representa. E que há ainda quem tente resgatar o seu sentido original, seja por crença ou respeito ao mesmo.

1 Nesse caso, entendo eu, há uma clara alusão ao número cinco, que foram as chagas que Cristo recebeu.
2 Nem sempre essa entidade pode ser compreendida como maligna ou ruim. Ela representa aspectos naturais, como a fertilidade. Os conceitos do Cristianismo fizeram com que ela assumisse uma identidade de malévola, coisa que se fixou nos ditos "neo-pagãos".
3 Baphomet, com certas ressalvas, não representa também alguma coisa maligna. Era louvado pelos templários com uma certa parcimônia. Seu nome é uma corruptela do nome de Maomé (Mahometh), o que mostra a influência islâmica dentro da ordem templária.

hexacabala

Kaballa


Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) é uma sabedoria que investiga a natureza divina. Kabbalah (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. A Kabbalah — corpo de sabedoria espiritual mais antigo[carece de fontes?] — contém as chaves, que permaneceram ocultas durante um longo tempo, para os segredos do universo, bem como as chaves para os mistérios do coração e da alma humana. Os ensinamentos cabalísticos explicam as complexidades do universo material e imaterial, bem como a natureza física e metafísica de toda a humanidade. A Kabbalah mostra em detalhes como navegar por este vasto campo, a fim de eliminar toda forma de caos, dor e sofrimento.

Durante milhares de anos, os grandes sábios cabalistas têm nos ensinado que cada ser humano nasce com o potencial para ser grande. A Kabbalah é o meio para ativar este potencial.

A Kabbalah sempre teve a intenção de ser usada, e não somente estudada. Seu propósito é trazer clareza, compreensão e liberdade para nossas vidas.

O nome de Deus

Lêr aqui:
http://www.wingdings.com.br/artigo_4letras.htm


Apócrifos

Tetragrana 4 - O Mistério do nome de Deus

Por que o nome de Deus é sempre escrito com quatro letras,  não importa o idioma? Seria mais um mistério inexplicável?

A palavra "DEUS" oferece uma particularidade, se não for algo SOBRENATURAL é  pelo menos algo muito curioso: Podemos escrever DEUS com 4 letras na maioria dos idiomas conhecidos. À tempos que, Filósofos, Magos e até mesmo autoridades eclesiásticas se impressionam com esta estranha coincidência.

O Místico Cristão Jacob Boehme da Ordem do Amanhecer, estudante da Cabala e influenciado por astrólogos Judeus e magos ocidentais, foi um dos divulgadores deste estranho fenômeno. Ele usava uma cabala na forma de Árvore da Vida, chamada ; "Os Setenta e Dois Nomes de Deus"..." todos eles com 4 letras". Ela chegou a ser publicada na obra de Athanasius Kircher, Oedipus Aegypticus, edição do ano de 1652 .

Lêr aqui:
 http://www.wingdings.com.br/artigo_4letras.htm

esquerdaXdireita

Esquerdireita

    À esquerda da minoria da direita a maioria
    do centro espia a minoria
    da maioria da esquerda
    pronta a somar-se a ela
    para a minimizar
    numa centrista maioria
    mas a esquerda esquerda não deixa.
    Está à espreita
    de uma direita, a extrema,
    que objectivamente é aliada
    da extrema-esquerda.

    Entretanto
    extra-parlamentar (quase)
    o Poder Popular
    vai-se reactivar, se …

    Das cúpulas (pffff!) nem vale a pena
    falar, que hão-de
    pular!

    Quanto à maioria da esquerda
    ficará -se ficar – para outro poema.


Alexandre O´Neill in Anos 70 – Poemas Dispersos

27.12.10

EUA,,,USA



Empire - Hollywood and the war machine

Coetzee



autor sul-africano Coetzee

Verão, o último volume da trilogia Cenas da Vida na Província, é mesmo o livro do ano, graças à capacidade do Nobel sul-africano J.M. Coetzee de se expor à radiação de um novo gênero que ameaça a supremacia do romance nesta segunda década do século 21: a autoficção. Verão começa onde termina Juventude (2002), a sequência de Infância (1997). Em Verão, um pesquisador inglês escreve a biografia de John Coetzee consultando suas anotações e entrevistando seus amigos. Detalhe: Coetzee está morto quando o estudioso começa a pesquisa, o que dá liberdade ao vivo Coetzee de fazer um balanço de sua experiência existencial e escrever ficção, adotando a si mesmo como modelo.

Essa tendência de usar a história particular para refletir sobre a vida pública marcou a literatura da primeira década do novo milênio, em especial o livro mais polêmico publicado no período, As Benevolentes, escrito por Jonathan Littel há seis anos – justamente no ano em que nascia o Facebook, website em que a vida privada dá seus últimos suspiros. O autor resume seu livro como um conto moral edificante sobre um personagem sombrio, o de um oficial nazista. O narrador (que se confunde com Littel, escritor judeu) tenta entender a cabeça do carrasco, colocando-se no seu lugar. Coetzee também cria sua persona em Verão, a de um escritor contraditório que, na vida real, não bebe, não fuma, não consome drogas, não come carne e luta contra as injustiças, e que, na autobiografia transformada em ficção, aparece como um autor 40 anos mais jovem, vivendo na década de 1970, acomodado, avesso a mudanças e visto com reservas por seus familiares.

O romance do novo milênio, como se vê, é o do autoconhecimento. Não é impossível que reapareçam famílias como a dos irmãos Karamazov ou adúlteras como Bovary, mas outros exemplos reforçam a tendência de Verão, como o da trilogia (mais uma) Seu Rosto Amanhã, escrita pelo espanhol Javier Marías – hoje o maior autor de seu país, seguido por Enrique Vila-Matas, que em Doutor Pasavento, um dos grandes lançamentos do ano, esgota todas as desgraças do romance numa única história, a de um homem abandonado pela mulher que perde também a filha, morta de overdose, e os pais, que se matam, e ainda tenta desaparecer ao inventar um passado fictício para colegas de ofício. Marías, a exemplo de Littel e Coetzee, usa o alter ego para concluir que a traição move o mundo. Seríamos todos caimitas? Cabe novamente responder com a tese de Littel, a de que todo escritor é, no fundo, seu biógrafo ficcional e se trai, considerando que os papéis de autor e personagem são intercambiáveis. Afinal, não foi Flaubert que dizia ser ele mesmo madame Bovary?

O melhor lançamento do ano, 2666, do chileno Roberto Bolaño (1953-2003), cruza igualmente realidade e ficção. O autor recluso inventado por ele num dos cinco romances interligados por dois dramas no gigantesco livro (quase 900 páginas) tem algo do próprio Bolaño, embora seja um alemão incensado por críticos europeus. Bolaño escrevia para acabar com a automitificação dos escritores – e um exemplo disso é o próprio Archimboldi de 2666, quase uma caricatura do americano Thomas Pynchon, conhecido por sua reclusão. Nessa linha, o francês Pierre Michon assinou também outro grande pequeno lançamento, Senhores e Criados, que reúne biografias fictícias de Goya, Watteau e outros pintores, tentando entender essas vidas maiúsculas a partir de detalhes de suas obras. Cabe registrar, entre os estrangeiros, a mesma fixação do inglês McEwan por personagens de vida minúscula, como do premiado físico de seu romance Solar, cuja fama nada significa para ele.

O mercado editorial brasileiro, agora mais sofisticado, recolocou nas livrarias obras fora de circulação. Dois grandes lançamentos nessa linha foram A Verdadeira Vida de Sebastião Knight, primeiro romance escrito em inglês por Vladimir Nabokov, e O Mestre e a Margarida, de Bulgakóv, dois russos que, por diferentes caminhos, foram vítimas do regime comunista. O aristocrata Nabokov fugiu da extinta URSS. Bulgakóv foi perseguido pelo stalinismo, mas deixou como vingança essa obra-prima, sobre uma visita de Satanás a Moscou, em 1930. Outros lançamentos importantes na linha das obras fora de catálogo foram Sob o Sol de Satã, do francês Georges Bernanos, 28 Contos, do americano John Cheever, e o de Os Chefes/Os Filhotes, primeiros exercícios literários do escritor peruano Mario Vargas Llosa, premiado com o Nobel este ano.

Entre as biografias de verdade destacam-se a do jornalista norte-americano David Remnick, A Ponte – Vida e Ascensão de Barack Obama e a do historiador inglês Ian Kershaw, Hitler. É um gênero que não parece em crise, ao contrário do romance. As narrativas breves parecem atrair mais a atenção dos autores contemporâneos e o ano teve dois bons exemplos disso, o livro Felicidade Demais, que reúne 10 contos da canadense Alice Munro, uma autora incontornável, e Noturnos, do japonês Kazuo Ishiguro, delicada recriação do universo particular dos músicos.

A poesia brasileira registrou bons momentos com Esquimó, de Fabrício Corsaletti, e Monodrama, de Carlito Azevedo. Entre os ficcionistas, destacam-se os escritores Carol Bensimon (Sinuca Embaixo D”Água), Leandro Sarmatz (Uma Fome), J.P. Cuenca (O Único Final Feliz para Uma História de Amor É Um Acidente), Rodrigo Lacerda (Outra Vida), Ronaldo Correia de Brito (Retratos Imorais) e Elvira Vigna (Nada a Dizer).

Antonio Gonçalves Filho – O Estado de S.Paulo
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,coetzee-brilha-no-ano-da-autoficacao,658673,0.htm

sobre todas las cosas

Nuestra experiencia nos ha enseñado que,
sobre todas las cosas, debemos ser pacientes,
perseverantes y decididos.
A veces pasan meses sin que nada
aparentemente suceda.
Pero si se trabaja con ejercicio de estas
tres cualidades, la tarea siempre ha de fructificar;
en una semana,
en un mes
o en un año.
Nada debe desalentarnos.
Nada debe dividirnos.
Nada debe desesperarnos".
 
Agustín Tosco

Me despedindo de Luís - falas diversas

Da série: Me despedindo de Luís..Artigo com as mais diversas opiniões sobre o Homem, o político, o carismático e mais comuns dos brasileiros - Luís Ignácio Lula da Silva.

O Jornal o Globo fez o seu caderno Especial sobre a Era Lula. Vale a leitura.


http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/20/especial-construcao-do-mito-lula-923329740.asp

ponto .G

 O Ponto G
 
O ponto G ou ponto de Gräfenberg é uma pequena área na mulher atrás do osso púbico perto da canal da uretra e acessível através da parede anterior da vagina. Tendo assumido que uma zona erógena é aquela que quando estimulada conduz a elevados níveis de excitação sexuais e ao orgasmo.[1]

A denominação ponto G foi cunhado por Addiego et al. em 1981 [2]. Em homenagem ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, o primeiro médico da atualidade a criar a hipótese da existência de tal área, em 1950.

O Médico D. Scrocher afirma que fazer sexo ou masturbação pelo menos uma vez por semana ajuda no desenvolvimento do ponto G e evita doenças de pele - além de ajudar contra doenças que atacam o coração e diabetes.

Existe uma grande discussão na comunidade científica sobre a real existência do ponto G. Os mais fortes apoios partem das afirmações que provem de livros que visam o público popular [3]. O ponto G, somente entrou para o conhecimento do público leigo um ano mais tarde com a publicação do livro de Ladas, “The G Spot and Other Recent Discoveries About Human Sexuality.” (O Ponto G e outras recentes descobertas sobre a sexualidade humana)[1], mas pouco tempo depois da publicação de Ladas muitos profissionais ginecologistas criticaram publicamente a sua exatidão e veracidade.[4]
Como encontrar o ponto G

Esta zona erógena varia de mulher para mulher, tanto na localização, no tamanho, na textura ou na espessura. Invisível aos olhos e não muito fácil ao tacto, situa-se logo abaixo do osso púbico, profundamente na parede anterior da vagina, entre sua abertura e o colo do útero.

Primeiramente, a mulher deve estar bem relaxada para que as paredes vaginais fiquem muito bem lubrificadas, isso fará com que o ponto G fique inchado, cheio de sangue e portanto mais sensível e proeminente. O ponto poderá então ser identificado como uma pequena saliência enrugada, uma área oval de 2 cm², localizada embaixo do osso púbico, na parede frontal interna da vagina.

Com a mulher deitada com a barriga para cima poder-se-á penetrá-la com o dedo médio e a palma da mão virada para o clitóris: A ponta do dedo deverá então estar tocando o ponto G, onde sentirá uma área mais rugosa ou áspera que o normal, podendo vir a ser duro também devido à excitação feminina. Ao ser estimulado, inicialmente, a mulher poderá sentir vontade de urinar, mas se a estimulação é continua, pode ser sexualmente prazeroso. Como em qualquer outro estímulo humano, pode não ser igualmente prazeroso para todas.

Algumas mulheres não têm a consciência da existência do ponto G e da ejaculação feminina - ou se embaraçam com a sua ejaculação. Elas assim aprendem a ejacular retrogradamente[carece de fontes?].

Referências

   1. ↑ a b Ladas, AK. The G spot and other discoveries about human sexuality. New York: Holt, Rinehart, and Winston.
   2. ↑ Addiego, F; Belzer, EZ; Comolli, J; Moger, W; Perry, JD; Whipple, B. (1981). "Female ejaculation: a case study.". Journal of Sex Research 17: 1-13.
   3. ↑ Hines, T (August 2001). "The G-Spot: A modern gynaecologic myth". Am J Obstet Gynecol 185 (2): 359-62. PMID 11518892.
   4. ↑ Unknown (September 1983). "In Search of the Perfect G". Time.



Fonte: Wikipédia

ponto .G

O Ponto G...

missive

vi algures...

algures...




Barbárie



Adolescentes ejecutados en Irán en 2005 por homosexualismo. 

Imagen tomada de   http://www.enkidumagazine.com/

o que não posso viver sem....

 Não posso viver sem ternura... É o meu mel!...


Pepetela, Muana Puó

Me despedindo de Luís - falas diversas


Da série: Me despedindo de Luís..Artigo com as mais diversas opiniões sobre o Homem, o político, o carismático e mais comuns dos brasileiros - Luís Ignácio Lula da Silva.

As políticas macroeconômicas de Lula

Rogério L. F. Werneck - O Estado de S.Paulo
Não há como rememorar a sinuosa política econômica dos últimos oito anos sem começar pela metamorfose do PT na campanha eleitoral de 2002. Cerca de um ano e meio antes, nas eleições municipais do final de 2000, o partido havia patrocinado um despropositado plebiscito, que indagava se o governo deveria de fato pagar suas dívidas interna e externa. Não se tratava de desatino que pudesse ser atribuído a alas radicais ou ao baixo clero do partido. Muito pelo contrário. A consulta popular contava com o apoio explícito e determinado da elite dirigente do PT e de seus economistas mais proeminentes.

Não foi surpreendente, portanto, que a perspectiva de vitória do PT em 2002 desencadeasse avassaladora onda de desestabilização da economia. Foi o temor de que tal surto de incerteza pudesse ameaçar a vitória de Lula que levou à guinada no seu discurso econômico, a partir de junho de 2002, com a publicação da Carta ao Povo Brasileiro. O que se seguiu é bem conhecido: a eleição de Lula, a nomeação de Antonio Palocci e Henrique Meirelles e a crise aplacada por uma política econômica que, em meio ao assombro do País e ranger de dentes de boa parte do PT, apenas seguia e aprimorava o que vinha sendo feito no governo anterior. Quis a História, com alguma ironia, que coubesse a Lula colher os frutos de 15 anos de penosa mobilização do País com a estabilização macroeconômica. A expansão da economia mundial e o boom de preços de commodities, advindo do rápido crescimento da Ásia, criaram ambiente propício para que a política econômica do novo governo logo redundasse em aceleração do crescimento a partir de 2004.

Ao contrário do que resmunga parte da oposição, foi uma sorte para o País que a política econômica de Lula tivesse logrado resultados tão positivos já em 2004. Não se sabe o que poderia ter ocorrido se as convicções de Lula e do PT sobre o acerto da política econômica tivessem de ter passado, àquela altura, pelo teste de uma espera mais prolongada pela retomada do crescimento no País.

Em 2005 a equipe econômica chegou até a propor medidas de ajuste fiscal para conter a expansão de gastos do governo. Mas, com a brusca mudança do quadro político que se seguiu à eclosão do escândalo do "mensalão", o cálculo político do Planalto passou a ser dominado pelo imediatismo, especialmente depois da queda de Palocci, em março de 2006. Na esteira do descabeçamento do PT e da fragilização política do presidente, o governo entendeu que não tinha como se dar ao luxo de conter gastos. O senso de urgência apontava na direção oposta. A prioridade passou a fazer o melhor uso possível do círculo virtuoso por que passava a economia para assegurar a reeleição do presidente.

O segundo mandato afigurava-se, de início, bastante promissor: quatro anos de crescimento rápido, em meio a um ambiente externo favorável. O bom desempenho da economia em 2007 reforçou ainda mais esse otimismo. E o governo chegou até a considerar a possibilidade de substituir Henrique Meirelles por um nome mais alinhado ao "desenvolvimentismo". Mas a rápida deterioração do ambiente externo, na esteira da crise financeira de 2008, impôs novo choque de realidade ao Planalto.

A perspectiva de uma crise mundial prolongada foi o ensejo que faltava para que o governo decidisse abrir as comportas do gasto público, com a criação de um orçamento paralelo no BNDES com ligação direta ao Tesouro. A verdade, contudo, é que o impacto da crise no Brasil acabou sendo muito menor do que se temia. Após breve recessão em 2009, a economia voltou à trilha do crescimento rápido. O que não impediu que, ao longo de 2010, o governo insistisse na política fiscal expansionista, fixado no objetivo de garantir a vitória de sua candidata na eleição presidencial.

O decantado compromisso com a coerência da política macroeconômica que Lula exibiu de início não durou muito. Esvaiu-se aos poucos, a partir de 2005, ao sabor das circunstâncias políticas, e acabou no vale-tudo fiscal deste ano.

ECONOMISTA, DOUTOR PELA UNIVERSIDADE HARVARD, É PROFESSOR TITULAR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA PUC-RIO


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657658,0.php

O drama da pequenina vila de Bugarach

Turistas invadem vila em busca de 'garagem alienígena'
Uma vila francesa está a ser invadida por caçadores de OVNIS, por pessoas que querem fugir ao Apocalipse e por indivíduos que acreditam que ali repousa o tesouro dos Templários, o Santo Graal.

De acordo com a avaliação desses grupos esotéricos, vários «mistérios» envolvem a montanha.

Um dos rumores é o de que OVNIS teriam sido vistos no local e que o pico de Bugarach, com 1.2 mil metros, seria uma «garagem de discos voadores».

O topo da montanha teria «estranhas cavidades» que abrigariam uma base subterrânea para naves espaciais, que alguns afirmam ter visto aterrar no local.

Na Internet, circulam rumores de que satélites espiões franceses estarão a monitorizar essas cavernas na montanha. Noutros sites, afirma-se que os aviões não podem sobrevoar a área porque os instrumentos de voo ficariam desregulados. Acreditam estes estudiosos dos OVNIS que o ex-presidente François Mitterrand terá visitado a montanha secretamente.

Bugarach tornou-se num lugar de refúgio de grupos esotéricos, para além dos caçadores de OVNIS, também as pessoas que temem o Apocalipse - que de acordo com o calendário Maia ocorrerá em 2012 - procuram refúgio no vilarejo rural, que possui apenas cerca de 200 habitantes.

O autarca da vila francesa, que se situa no sudoeste da França, próxima da fronteira com Espanha, confessa que «estão preocupados», porque vêm «na Internet que há doidos que prevêem o fim do mundo em 2012 e dizem que Bugarach é o lugar para onde as pessoas devem ir para se salvar»

Ao jornal L Indépendant, o autarca disse que «inúmeras pessoas, franceses e estrangeiros, já alugaram casas» naquele lugar que consideram como «mágico» e «sagrado» e  e formam já uma pequena comunidade.

Sigrid Benard, gerente da Casa da Natureza, uma estalagem da vila, atesta que «antes, 72% da minha clientela era de pessoas que faziam caminhadas na montanha. Hoje, 68% são visitantes ligados ao esoterismo».

Os moradores e as autoridades locais não gostam deste tipo de turismo que choca a população com algumas das suas práticas, nomeadamente com o ritual de rezar nus na montanha.

O presidente da câmara Bugarach diz que não descarta a possibilidade de vir a pedir ajuda ao exército francês para cercar o vilarejo se o fluxo de pessoas que continuar a aumentar, avança a BBC.

SOL

HISTÓRIAS MAL-CONTADAS do Brasil

Sem trabalho, suplente custará até R$ 114 mil à Câmara

DENISE MADUEÑO - Agência Estado

Por um mês sem trabalho, um grupo de suplentes de deputado federal terá o que comemorar. Na reta final do mandato, pelo menos 12 suplentes terão direito de assumir o cargo, receber o salário de janeiro, usar verba indenizatória, contratar assessores sem concurso público e usufruir de auxílio moradia. Um detalhe: nenhum precisará trabalhar.

Na ponta do lápis, haverá um gasto de R$ 103 mil a R$ 114 mil com as "férias" de cada um dos suplentes se eles usarem todo o pacote de benefícios a que têm direito. Desde quinta-feira, a Câmara está em recesso, voltando no dia 1º de fevereiro já com a posse dos deputados eleitos em outubro passado.

Mesmo no recesso, os suplentes poderão assumir as vagas que serão abertas com a renúncia de deputados eleitos vice-governadores ou licenciados que assumirão cargos no ministério de Dilma Rousseff ou secretarias de governos nos Estados, além da vaga que será deixada pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP), eleito vice-presidente.

A previsão é que as renúncias aos mandatos e os afastamentos aconteçam na próxima sexta-feira, último dia, de acordo com a legislação, para o deputado que for tomar posse em Executivos estaduais ou no federal.

Na montagem do futuro ministério, a presidente eleita, Dilma Rousseff, escolheu quatro deputados que terão de se afastar da Câmara para tomar posse no dia 1º: Mário Negromonte (PP-BA), para o Ministério das Cidades, Maria do Rosário (PT-RS), para a Secretaria de Direitos Humanos, Pedro Novais (PMDB-MA), para o Ministério do Turismo, e Iriny Lopes (PT-ES), para a Secretaria das Mulheres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

26.12.10

CorrupçãoXProbidade

A probidade em 18 lições


Fausto Martin de Sanctis 

24.12

O tema corrupção ainda provoca muito alarde, um indicativo de que não é entendido como parte das “regras do jogo” ou da “manutenção de governabilidade” ou “em política quase tudo é permitido” ou, finalmente, como algo do senso comum, que “sempre foi e é assim”.

Trata-se de questão que está a exigir soluções. Para tanto, sugere um campo de compreensão social que deve se iniciar no indivíduo. Requer a adoção de uma forma de agir que nasça no âmbito de ação de cada um de molde a refletir-se no tecido social como um todo, inclusive no campo político-social. Algo a ser defendido contra a apropriação privada tendo por base o bem comum.

Os atores, quando públicos, devem possuir exata noção entre o exercício da autoridade e o do poder, caso em que passam a servir e não a ser servidos. O primeiro constitui a faculdade de fazer de boa vontade, como deferência aos atributos da honestidade, exemplaridade, respeito e atitude. Já o segundo significa a capacidade de exigir pela força, pela coação, devendo apenas ser exercido quando quebrado o uso legítimo da autoridade.

Os particulares, por sua vez, não podem compactuar com tolerâncias recíprocas, alianças e cumplicidades que acabam mantendo uma determinada ordem social, ao mesmo tempo em que comportam movimento de constante negociação e consentimento de acordo com as forças em disputa, até o momento em que o Estado se vê ameaçado mesmo em seus fundamentos.

Logo, a definição do que será ou não tolerado depende da posição de todos nós, agentes públicos ou não.

O exercício do “mal público” não seria, pois, exclusivo dos servidores, porquanto a troca de favor entre quem detém o poder econômico ou o de disposição de vantagem ilícita e aquele que possui o poder de decisão requer a atua-ção de alguém que almeja práticas ilegais e injustas.

A corrupção significa, claramente, o desprezo real pelo amor ao próximo, pelos valores permanentes de Justiça. É a coroação do egocentrismo. Compreende a perda da medida do que é vida justa em comum.

Suas causas são conhecidas com realce:- instituições deficientes, falta de transparência, brechas legais, mecanismos inadequados ou insuficientes de controle e avaliação.

Se a democracia significa um conjunto de regras fundamentais que estabelece quem está autorizado a tomar decisões, de que forma e em nome do interesse público, ela se vê ameaçada quando a corrupção apresenta-se sistêmica (“jeitinho” em todo lugar).

O Poder Judiciário assume importância crucial enquanto instrumento de controle diferencial das desigualdades, o qual não pode referendar a desordem calculada, ou seja, a relação instável entre o legal e o ilegal, uma vez que passaria a se constituir num instrumento que ratifica, dada a insegurança jurídica, a estratificação ou a desigualdade. Daí por que deve refletir o seu papel. Não se pode esquecer que um sistema judicial criminal tímido ou inoperante torna ineficiente qualquer mecanismo legal e institucional projetado para conter o crime de maneira eficiente e honesta.

O poder político (Executivo e Legislativo), por sua vez, deve se afastar das irresoluções políticas com a edição de leis, códigos ou regulamentos inadequados- ou ineficazes (complexidades para vender facilidades), numa equação em que o universal (a impessoalidade) é dirigido para o benefício de poucos.

A imprensa possui também papel primordial, já que, dentre outras funções, assume atividade informativa e, eventualmente, investigativa, quando da inércia ou do mau funcionamento dos órgãos competentes.

Se desejamos um país melhor, devemos tomar a luta para nós, denunciando, protestando, cobrando e, principalmente, servindo de exemplo.

É necessário fazer a polícia, o Ministério Público e o Judiciário trabalharem melhor, não com alterações risíveis do Código de Processo Penal, que visam amesquinhar a função judicial do compromisso com a verdade real- (estabelecendo um juiz autômato) ou torná-la de uma complexidade inútil e desnecessária com criação de mais um juiz atuando em primeira instância, com evidente perda de conhecimento sobre os fatos (juiz das garantias).

Apontam-se as seguintes sugestões:

1. Reforçar a liberdade de imprensa como preceito indispensável à sociedade democrática e instrumento vital ao Estado de Direito, vedando-se qualquer tentativa de manipulação e controle.

2. Reconhecer a legitimidade do uso das Técnicas Especiais de Investigação (Delação Premiada, Interceptação do Fluxo de Dados, inclusive telefônicos, Transferência de Sigilos, Ação Controlada etc.), bem como admitir denúncias anônimas, desde que consistentes, atendendo à Convenção da ONU contra a Corrupção.

3. Extinguir o Foro por Prerrogativa de Função, tanto nos casos de crimes propriamente ditos quanto para a apreciação da Ação de Improbidade Administrativa (nas hipóteses de crime de responsabilidade configurada), diante da notória complexidade e morosidade.

4. Premiar não somente o delator (Delação Premiada), mas também as pessoas que colaborarem para a recuperação de dinheiro desviado, com uma porcentagem sobre este.

5. Tipificar, atendendo à mesma Convenção da ONU, o crime de enriquecimento ilícito para o funcionário público que possuir, mantiver ou adquirir- para si ou para outrem de forma injustificada bens ou valores de qualquer natureza incompatíveis com a renda ou com a evolução patrimonial.

6. Criar a Ação Civil de Extinção de Domínio para recuperação no campo cível de valores ilícitos sem que haja necessidade de uma sentença penal.

7. Ampliar a Responsabilidade Penal das Pessoas Jurídicas para a Lavagem de Dinheiro como preconiza a Constituição Federal e recomenda o Grupo de Ação Financeira Internacional sobre Lavagem de Dinheiro (Gafi).

8. Extinguir a prescrição da pretensão punitiva intercorrente (que ocorre após o trânsito para a acusação).

9. Estabelecer a independência funcional e administrativa da Polícia Federal.

10. Redefinir o instituto do habeas corpus- para abarcar a possibilidade de impetração aos casos de violência ou coação da liberdade de locomoção nas hipóteses de nulidade manifesta e quando não previsto recurso com efeito suspensivo.

11. Regulamentar o transporte de valores em espécie em âmbito nacional para as Pessoas Físicas.

12. Exigir a identidade completa dos beneficiários, a obtenção da qualificação dos reais investidores, ainda que pertencentes a empresas com sede no exterior, e a identificação dos sócios e administradores que se encontram ocultos em offshores domiciliadas em paraísos fiscais.

13. Incriminar a não comunicação de operação financeira, o seu retardamento, a prestação incompleta ou falsa, bem como a estruturação de transações ou operações para inibir comunicação obrigatória.

14. Estabelecer critérios de nomeação de ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas e Superiores, bem como de advogados e membros do Ministério Público (Federal ou Estadual) ao quinto constitucional, para evitar tentativa de ingerências políticas, reforçando a credibilidade das decisões e prevalecendo o prestígio do cargo, que é público.

15. Criar forças-tarefas permanentes para estudo específico de informações obtidas, com regramento claro para seu funcionamento.

16. Obrigar que o mesmo membro do Ministério Público tenha atribuição para crimes de corrupção e para as ações de improbidade administrativa.

17. Aprovar lei que verse sobre intervenções de interesse (lobby), bem ainda conflito de interesses entre as atividades públicas e privadas dos agentes públicos.

18. Obrigar a comunicação de operações suspeitas pelos profissionais que prestam serviços não financeiros (contábeis, de assessoria etc.), bem como pelos Cartórios de Registro de Imóveis.

Os governantes devem entender que o único pronome possessivo a ser invocado nessa questão é o da primeira pessoa do plural, ou seja, o nosso, do povo brasileiro. Do contrário, não há defesa intransigente dos verdadeiros valores sociais.

Fausto Martin de Sanctis é juiz federal e escritor

Absolute Zero



Este documentário em dois episódios conta a história de um notável grupo de pioneiros que se propuseram a alcançar o derradeiro extremo: o zero absoluto; uma temperatura tão baixa que o mundo como o conhecemos não existe, a electricidade flui sem qualquer resistência, os líquidos desafiam a gravidade e a velocidade da luz pode ser reduzida para apenas 61 km/h. Cada episódio retrata um estranho conjunto de personagens das quais se aponta Clarence Birdseye, Frederic 'Rei do Gelo' Tudor, que fundou um império a recolher e comercializar gelo e James Dewar que quase enlouqueceu a tentar obter hidrogénio no estado líquido. O zero absoluto tornou-se no santo graal dos físicos e é considerado como a porta para muitas novas tecnologias tal como a nano-construção, redes neurológicas e a computação quântica. As aplicações, segundo parece, são ilimitadas.

Assistir todo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=uaN3OA_cW5Q&feature=related