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1.12.10

...a chantagem começou

MERCADOS QUEREM O ESCALPO DE PORTUGAL E ESPANHA

Estado português só consegue obter financiamento pagando aos mercados juros de 7% ao ano, nível considerado insustentável pelos analistas. Na Espanha, a chantagem financeira também aumentou depois da falência da Irlanda. Quarta maior economia européia, a Espanha tem o terceiro maior déficit fiscal da zona do euro. Ou seja, é o terceiro maior dependente de empréstimos para manter a solvência das finanças públicas. A exemplo do que fazem com Portugal, os investidores exigem rendimentos cada vez maiores para carregar títulos públicos emitidos pelo governo Zapatero. Uma forma de atende-los num momento em que caem as receitas com impostos por conta da recessão, é cortar dramaticamente gastos do Estado para reservar recursos à rubrica dos juros. É a mesma ‘demonstração’ de austeridade requerida do governo Dilma neste momento no Brasil. A Espanha tem mais de quatro milhões de desempregados; entre os jovens, a taxa de desocupação passa de 20%. O Brasil precisa,entre outras urgencias, levar cidadania a 1020 favelas do Rio de Janeiro, não apenas segurança, mas emprego e renda para ocupar o 'vazio econômico' com a expulsão do tráfico. O risco ‘soberano’ dos países atingidos pela explosão da bolha especulativa aumentou por conta dos gastos para socorrer bancos e empresas quebradas, bem como em decorrências da elevação das despesas com seguro-desemprego e auxílio moradias, entre outros. De certa forma, o mercado saneou seus riscos –ou conseguiu reduzí-los—transferindo o ônus aos Estados nacionais. Em proporções cavalares, o mesmo acontece hoje nos EUA –com a diferença nada desprezível que o FED norte-americano exerce prerrogativas imperiais de emitir dólares e pulverizar sua dívida inundando o mundo com a moeda, a ponto de desvalorizá-la progressivamente. Em troca, valoriza a moeda dos países pobres e em desenvolvimento. O saldo final é uma elevação extra do risco soberano desses países, alvo crescente do coro ortodoxo-midiático que aqui e alhures entra em cena para pedir em uníssono: corte de gastos. 
Fonte: Carta Maior -01/12

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