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12.10.11

As Esculturas Enigmáticas de Kris Kuksi







  
As Esculturas de Kris Kuksi


Rejane Borges


O começo, o meio e o fim da civilização nas esculturas enigmáticas de Kris Kuksi impressionam pela riqueza de detalhes, assim como pelo evidente tempero satírico que compõe um cenário entre o lúgubre e o poético sobre o homem e seu universo.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, penso que ela seja muito mais abrangente do que permitem os limites padronizados que a definem. Se a beleza está nos olhos de quem vê, ela é relativa, individual e absolutamente imprevisível. É assim que olho para as esculturas de Kris Kuksi.

O artista nasceu em Springfield, EUA, cresceu cercado por natureza, mas não teve uma infância fácil. Seu padrasto era alcoólatra, fator que ajudou Kuksi a se isolar naquela paisagem bucólica e a procurar refúgio na própria imaginação. Com uma personalidade introvertida, o artista captava uma outra versão das coisas. Percebia o mundo de uma maneira inusitada, encontrando beleza no improvável. Fez do grotesco sua arte.

Com uma influência inesperada que mistura o barroco e a estética industrial, suas esculturas são intrincadas. Sua técnica é visivelmente engenhosa e detalhista, agrupando variados materiais individuais para constituir, mais do que uma simples peça, uma verdadeira obra da significação do Homem. São monumentos que interpretam o apocalipse, são monumentos que revelam a visão do artista acerca de toda a mística que envolve o fim do mundo, com leve sarcasmo e pessimismo. Cada peça parece ser uma história contada sobre a origem e a queda da civilização.

Sua arte expõe o homem e as relações do homem com o mundo no qual vive, com um mundo espiritual e com a própria criação. Parece fazer referência à complexidade da existência e da coexistência, duma forma que ao mesmo tempo é assombrosa e meditativa.



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